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Mostrando postagens de Julho 24, 2015

tarde de 24 de julho de 2015

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Bem nas preliminares, fantástica no principal, chegou à final, mas desistiu de jogar.
(tarde de 24 de julho de 2015)

                   Momento decisivo nem sempre decide algo; melhor uma ótima atuação que um final decepcionante... Até porque finais que decepcionam são muitos recorrentes. A resistência estava feita, as palavras encaixadas de forma primorosa, um verso espremido aqui, um temperinho sem exagero na prosa. Esfria-se a cuca, pois valeram todas as esperanças, nota mil às alianças junto às fichas e os sorrisos; a belíssima e gorda aposta na mesa, ao lado da magra e amarga sobremesa de uma torta de ameixa com gengibre e sem açúcar. Vamos rebobinar a fita daquela música antiga; vamos aumentar o volume enquanto há no lume uma saída. Pena que nem sempre há energia para tudo; pena que no fundo há uma fria barriga com medo. Muito mais que querer mais, muito é a satisfação. Na hora de comer: substitui-se a torta por um prato recheado de frios. Atenção que agora é sério: as férias na b…

Gurufim

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Gurufim
(André Anlub - 6/5/14)

Principiou-se o gurufim do fim das horas,
E príncipes negros, índios e gurus aplaudem fora.
Já foi tido o caminho com trilhas fáceis
E tão hábeis são ditos sábios ao atravessá-las.

Leram em pergaminhos com preconceitos,
O mito e o medo, a carne e o osso são peças frágeis.
Alguns quiseram viver em museus de idos tempos,
E oprimindo seus inimigos se sentem bravos.

Lá no alto, bem no alto, da mais baixa montanha
Avistaram o ser importante com sandálias velhas.
Descia lento e cantava baixo um antigo mantra,
Sentindo a brisa, notando o novo, suando o samba.

E caem as primeiras gotículas álgidas das chuvas,
De uma nuvem única que bailou com o sol arriscando a luta;
Voaram as aves brancas, negras, pardas e as aves raras,
E ao se verem vivas e ralas – ao se verem importantes e análogas...
Tornaram-se plumas.

manhã de 24 de julho de 2015

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Papai está indo colocar a ração dos guris peludos. Mas o que será que isso quer dizer?
(manhã de 24 de julho de 2015)

É o começo da sincronia, da chama que vem do chão e sobe lentamente pelos pés, calcanhares, pernas, quadril e chega ao peito queimando, ardendo, apertando em demasia até o estouro final que ecoa ao cérebro. São fogos de artificio lançados de um poço fundo e saindo em mil cores naquela noite de dores, deixando tudo iluminado e belo. E a veemência? Está por toda a parte, nas asas batendo de um anjo caído, nos olhos vermelhos de um dragão que bebe a água de um rio e logo em seguida cospe um fogo sem fim. E o surreal da realidade com venda nos olhos atravessa aquela avenida movimentada em passos loucos de lentos, andando de lado e de marcha à ré. O liquido escorre de todos, o sangue nunca foi pouco; a avareza esconde tesouros que são achados tão facilmente aos de alma pura. A notória loucura das palavras faladas, a real estatura do gigante anão que vive em outra dimensão, um…

Poesia de Esquina

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Terça, 28/07 acontece o Poesia de Esquina Contra a Redução no Bar do Tom Zé da CDD a partir de 19h!

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