Postagens

Mostrando postagens de Julho 31, 2015

Ponderações “nas internas VI”

Imagem
Que imagem...#VcViuNoRedação #SomosTodosCampeões Redação Sportv
Posted by SporTV on Sexta, 31 de julho de 2015

Ponderações “nas internas VI”

Já se foi o pássaro por entre os coqueiros e a maresia...
Deixando um dedo apontado ao infinito com um sorriso no rosto da menina.

O sol está sempre penteado, perfumado, bem vestido... 
Também cortês, fotogênico e amigo;
Ao se pôr, diz: “Jusqu'à demain, bonne nuit!”

O sol por detrás dos negrumes ilumina as colinas mais altas... justamente onde o amor não faz falta.

Não quero paixão egoísta, profunda feita poça de chuva fina, nem paixão quente feito água que o bacalhau se banha; a paixão que quero deixou pista:
Muito beija, muito afaga, não apanha e não amarga... 
É brincadeira de criança...  pera, uva, maça e salada mista.

Aquela gota corriqueira que pinga da torneira é como minha lágrima, amiga, salgada, Temperando meus lábios nesses dias sedentos, pelas lembranças e vazios momentos... sem você.

Vou-me para Pasárgada, recado para o Manoel? 
Levarei vinho…

Ótimo final de semana

Hoje, Mark Zuckerberg divulgou um vídeo do Aquila, uma aeronave não-pilotada que fará parte do projeto Internet.org...
Posted by Revista Galileu on Sexta, 31 de julho de 2015

Tragam vozes e resmas, tragam versos e temas,
Porque meu amor pela praia passeia.
Na orelha uma açucena, emoção é plena
O coração tá sereno e o olhar tá sereia.
Delineei o passado no caso mais que perdido.
Etiquetei os bandidos ao som de música clássica.
Quero o encanto da plenitude, 
ir e vir com você ao meu lado, 
ofertar sem querer nada em troca 
e um lugar para ser coroado. 
E nesse imaginário reinado, 
recito versos aos anjos caídos 
e os desvalidos que antes afastados 
retornam céleres ao colo divino. 

André Anlub

Balé dos estorninhos

Imagem
Este exercício da ioga é perfeito para você que passa o dia inteiro sentado: OBS: ative as legendas em português!



Balé dos estorninhos      
(André Anlub - 14/10/13)

Vá falar aos quatro cantos
Desse enorme mundo vadio,
Fale logo, vá!

Fale aos ouvidos trancafiados,
Cimentados e mal acostumados.
Grite com todo o pulmão,
Todas as forças,
Até se esvair o ar.

E aquela velha inocência descabida? 
Deixe-a ir:
Já estava sufocada com sua maturidade,
Com seu desenvolvimento e sucesso,
Com o balé dos estorninhos.

Os passos largos, de gigantes dinossauros, são seus;
As impurezas das palavras
Impensáveis nunca existiram;
O seu barco naufragado é passado,
Ou pode até ter sido um sonho;
Ria, pois com o mar é casada
E vive à vontade com os golfinhos.

E agora rebobinou sua idade ao azul bem vasto,
Fixado no fundo da sua íris.
Poderá observar os loucos abutres
Que voam por cima de um extenso deserto
Deixando a sombra de rastro,
Com a sede e a fome,
Que os escoltam de perto.
Fizeram a experiência num shopping center europeu. Ela poderia acontecer em qualquer lugar do mundo, com resultados idênticos. Deixou-se uma garrafa de pet vazia no meio do caminho, a dois passos de uma lixeira, e esperou-se para ver o que os passantes fariam. Quase meia hora depois de uma multidão evitá-lo acintosamente, uma garota juntou o objeto do chão e o pôs no lixo. Aí o “mall” inteiro levantou-se para aplaudi-la. Sua expressão de surpresa parece genuína no vídeo: Não fiz nada de especial para merecer isso! Pois olha que fez, em contraste com a indiferença baseada no não vou limpar a sujeira dos outros, firmemente fundamentada no não tenho nada a ver com isso. E o fato é: será que não temos mesmo nada com isso? Será que a sujeira é tão dos outros assim, apenas porque não fomos nós que derrubamos isso ou aquilo no chão? O chão é de todo mundo e todo mundo será prejudicado se ele vier a se atravancar de lixo. Mas o complexo de aristocrata que a infantilidade carrega, inoculado m…

Beltrano dos Santos

Imagem
Prefácio escrito pelo amigo poeta Rogério Camargo para o meu livro 3 da trilogia poética "Fulano da Silva", "Sicrano Barbosa", "Beltrano dos Santos"

"Conheço André Anlub há muitos anos. Conheço a poesia de André Anlub há muitos anos. Delicio-me com ela desde que a conheci. Não me falhou uma vez que fosse. Ainda não entramos (e duvido que entremos) naquela fase da amizade em que passam-se os dias e ninguém sente a falta mútua. Não sei que falta a poesia de André Anlub sentiria de mim, da leitura sempre atenta que faço dela, mas eu mais do que posso imaginar o anverso... 
Desde que conheço André (ou a poesia dele, pois de seu autor tenho o que se pode ter de uma amizade virtual; excelente amizade virtual – já me valeu em horas de aperto e muita alegria/prazer/satisfação sempre me dá com suas observações precisas e preciosas), um detalhe me chama a atenção. É gritante para minha atenção: o senso de ritmo de nosso poeta. Em uma dessas auto-apresentações qu…

Despedida XIII - (cozinheiro de banquetes)

Despedida XIII
(cozinheiro de banquetes)

Quando busca a inovação encontra o aconchego,
Não tem medo, e o mergulho é de cabeça.
Na sinceridade da devoção pelas letras, na fé na escrita,
Na aflição esquecida, morta, afogada na tinta,
Mergulha... e de cabeça.

Solve a arte, respira até pirar, come a arte,
Sente, brinca, briga e se esbalda.
Balde de água fria, quando ele quer que seja;
Balde de água quente, quando ele quer que ferva.

Na construção das linhas, ele sonha...
É um gigante em solo de gigantes (é um ser igual).
Nada é pequeno ou menos, mas ele é gigantesco;
Nada é estranho no pensamento sereno. (a mente é sã)

Criou algo mais do que o passo à frente,
Excedeu-se, ousou – usou e abusou.
Chegou a ser inconsequente...
Até achou que passou rente do perfeito (foi bem feito),
Pois assim tentará mais e mais, e irá tentar sempre.

E aquele gigante, aquele ser igual?
Foi para terras inóspitas e foi jogar novas sementes,
Agarrar novidades e desbravar castos campos.

E aquele cozinheiro?
(sonhou e se levou)
Cozinhou p…