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Mostrando postagens de Agosto 3, 2015

O peso da vida nas costas não dificulta o voo

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Sentada à mesa ao jantar, perfeita na metáfora dos gestos; pegando o suco, molhando os lábios, encanto abrupto nos calores honestos. Sei dessa vida o meu vagar, sinto-me amar e vou dizer: tenho prazer nos excessos, dos seus ardentes hinos, sendo inteiramente felina nas horizontais de prazer. 

1 - Ernest Hemingway // 2 - João Ubaldo Ribeiro // 3 - Fernando Pessoa// 4 - Zélia Gattai// 5-Jorge Amado// 6 -Carlos Drummond// 7 -Machado de Assis// 8-Virgínia Woolf// 9 - Cruz e Souza// 10 - Cecília Meireles// 11 - Clarice Lispector
Casa*          
(André Anlub - 1/10/14)

"O importante não é a casa onde moramos. 
Mas onde, em nós, a casa mora." - Mia Couto

Às vezes constroem-se imponentes casas de madeira,
Às vezes impotentes castelos de areia.
Falando em outras épocas:
Não houve regras nem mesmices,
Nem de outros, quaisquer palpites,
Nunca deixei; (fui menino traquinas).
Até hoje em dia quando me apontam o dedo,
Aponto um lápis.

Na puerícia fui um príncipe - fui plebeu,
Fui o princípio das brincad…

tarde de 3 de agosto de 2015

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Fiz agora, saiu feito pão quente; fiz pra toda a gente que de rabo de olho me olha. 
(tarde de 3 de agosto de 2015)

                 Com a mente engarrafada, estilo 23 de maio em São Paulo na hora do rush, escuto a voz bem de perto me induzindo aos trabalhos: esculpir, pintar, escrever... Mas meu tête-à-tête é com o tempo corrido, sair saindo, com o tempo estilo Senna, vem chuva – sol – dia – noite, tudo novamente na mesma hora, em um falso passo, e tudo de velho/novo como um açoite ou um soco do Tyson. Nas pareidolias das sombras, onde vejo você, vejo chover e ninguém, vejo outra face, minha e de outrem; vejo o molhado que foi seco, o vai e vem em um escuro beco que me assusta com o ao vivo que já morreu e renasce. Implicitamente vive há quase quarenta e cinco anos dentro da minha cabeça, agasalhada, de gorro e com frio, minha razão; às vezes minha razão dá as caras, põe o pé na estrada, mas volta logo pois a comida está sempre na mesa e não pode esfriar. Vejo muito mais responsabilida…

Enxugando os Prantos (parte II)

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Enxugando os Prantos (parte II) 
(André Anlub - 18/9/14)

Os homens levaram a melhor, restauraram sem piedade os próprios corações... as nuvens, no gritante azul piscina do céu, ficaram devidamente alinhadas.
Aqui, ali, todos esqueceram que previram a tempestade que jamais se formou; vestes novas, bebidas aos litros e litros, frutas raras e frescas abocanhadas... e nas madrugadas uma surreal lua fluorescente. Como plano de fundo: casais e seus calorosos corpos colados, sorrisos aos montes e seus extensos beijos; no plano mais à frente: crianças corriam felizes, brincavam com brinquedos de madeira e não se fantasiavam de adultos... e não aconteceu o absurdo das águas se tornarem doces e estragarem os dentes. Aqui, ali, a mais completada ordem; muros e rostos pintados com coloridos belos, sem o grafite nervoso da política e o esboço de um papel impiedoso. Em breve os cárceres seriam demolidos, pois jamais tiveram serventia...
Museus de coisas que não existiram... expostos à revelia. A luta p…

Foi hoje pela manhã

Slopestyle mountain biker Brandon Semenuk’s AMAZING continuous shot segment from the film "unReal".VIDEO: http://snip.ly/DBLAWant to see more? Grab the full video from iTunes here: http://radi.al/unReal#mtb #slopestyle #mountainbike #BrandonSemenuk #unReal #video #film #BuffaloSpringfield
Posted by Bike Roar on Sexta, 24 de julho de 2015

Foi hoje pela manhã
(André Anlub - 7/4/12)

Solto os verbos com as rimas
Loucura sob o céu que observa
Fortes são minhas asas que vão ao vento
Fazendo do meu mundo minha quimera.
Sem bússola e sem direção
Emoção no contato com novos povos
Povos com ritmo, sem inadequação...
Que eternizam a ação do tempo.
Nas paredes descascadas das igrejas 
Visíveis imagens do envelhecimento
Desmascaram as pelejas
Nas esquinas religiosas.
Joelhos ao chão em devoção
Entregam-se ao fado hipotético
Aproveito e solto meu canto poético
Afiada e desafinada oração.
Na saída não apago a luz
Entregue ao provável destino
Com estilo de esporte fino
Nos pés um belo bico fino.
Charuto cubano no…

O viés de Inês

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O viés de Inês (André Anlub - 4/12/14)
A padronização já estava imposta:  Olhos, altura, nariz, cabelo, dinheiro e muito mais... Atrás da porta Inês sorria aos mal bem amados; Pois Inês não carecia seguir quaisquer padrões. O viés de Inês era fulgente, Destrinchava possibilidades de dedos apontados a ela, As indiretas não se criam, tampouco fulminações... Inês era osso, osso duro, salgado, forte, mas osso dos bons. Na infância não se sabe exatamente qual seria sua história,  Mas jamais sujaram sua roupa com palavrões eloquentes. Gente simples, fiel e aberta, que sempre foi o que quis, Bebia água, café e cachaça no copo velho de geleia. A masmorra foi anunciada para todos como um paraíso, Coberta de rosas pulcras, ostentações e múltiplos coloridos artifícios: - Como heras, vinham os amores por fora (trepando). - Como feras, vinham rancores oclusos (clamando). E como vinho, eram errantes inebriantes... Que, como antes, foram feridas no agora. Travestida para sempre de “verdade” e “opinião”; A padronização e…