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Mostrando postagens de Agosto 26, 2015

Os tantos meninos poetas

I've never heard of an eagle swimming!
Posted by Matthew Hill on Sexta, 5 de junho de 2015

Os tantos meninos poetas
(André Anlub - 18/7/13)

E cá voltou de outra época longínqua,
O apoucado moleque descalço.
Veio de um cataclísmico berço esplêndido,
Nos revides eternos do vil encalço.

Retorna a salvo, mas a mente vazia de ideias,
Na bagagem traz a insatisfação.
Menino louco de pessimismo confuso,
E demasiadamente obtuso coração.

Viu a total desgraça de uma raça,
Viu veemência e no caráter a falência.
Lutou com moços na frente de batalha,
Ofuscou-se com o brilho da navalha da realeza.

Do futuro o menino prodígio poeta,
Com bolsos cheios de gritos de guerra.
Suas bandeiras: cantigas de amor e saudade...
São suas trincheiras contra o algoz da realidade.

Inspiração em Verso II

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Voando...

Réu confesso

Inspirados na parceria de Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, os cineastas Bruno Safadi e Ricardo Pretti se uniram aos...
Posted by Canal Brasil on Quarta, 26 de agosto de 2015

Réu confesso
(André Anlub - 2/6/12)

Estou fora da rota comum,
Chega a ser difícil dizer isso...
Ou de repente não...

Pode ser até que haja arrependimento,
Pois chegaria cedo se fosse só;
Chegaria tarde se não desse certo;
Chegarei feliz se tudo correr bem.
Qualquer júri pode me condenar culpado,
A vida pode tentar me passar à perna,
Mas eu compro briga e nada disso importa.

Não quero perguntas nem viso respostas
Arriscarei algo demais nessa consciente aposta.

Posso carregar no peito um coração ferido,
Ficar perdido nas rotas da alegria.
Posso escutar ruídos e enlouquecer,
Mesmo assim arriscar é a resposta.

Dou-me por vencido,
Entrego o meu amor ao seu.
Há harmônica verdade,
Há motivo para se viver.

Muitos poetas crescem para dentro 
numa implosão da alma, 
como nitroglicerina cálida 
do pranto em autocombustão... 
E, por sua vez, na aur…

Ariel - Sylvia Plath

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Ariel - Sylvia Plath

Estancamento no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.
Leoa do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco
Afunda e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.
Sementes 
De olhos negros lançam escuros
Anzóis...
Negro, doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro vôo
Me arrasta pelo ar...
Coxas, pêlos;
Escamas e calcanhares.
Branca
Godiva, descasco
Mãos mortas, asperezas mortas.
E então
Ondulo como trigo, um brilho de mares.
O grito da criança
Escorre pela parede.
E eu
Sou a flexa,
O orvalho que voa,
Suicida, unido com o impulso
Dentro do olho
Vermelho, caldeirão da manhã.

(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César)

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Para Sylvia
(André Anlub - 15/4/12)

Abra a porta e deixe a felicidade entrar,
Conte à ela toda sua vida e suas histórias,
Fale de suas amarguras e vitórias...
Convide-a para um chá, temos pão integral e frutas.
Que tal a deixarmos recitar um poema seu?
Fazer desse …