Postagens

Mostrando postagens de Setembro 2, 2015

Manhã de 22 de maio de 2015

Imagem
Boca que se cala – pedaço da história que se vai – fica a saudade 
(Manhã de 22 de maio de 2015)

O dia está sem graça? Vem logo alguém e põe graça nele, é só esperar... de repente não. Estou sentindo o arrepio de um amigo que está partindo. Já falo nisso! Sinto-me cada dia mais distante das antigas amizades, mas cada vez mais perto da compreensão das mesmas. É uma sintonia às avessas que me faz mais forte para futuramente abraçar de vez tais amigos. Mas no momento me dói em saudade. Uma confusão de sentimentos que ainda não me atormentam, pois sei lidar inteiramente com eles. Já os coloquei diversas vezes na balança para ter noção quem/qual/quanto vale à pena. A conclusão mais lógica e clara que cheguei é que com uma (re) aproximação mais intensa perderei a análise e ficarei na boemia, no tapinha nas costas, na conversa de boa –, falando o que querem ouvir e ouvindo o que queiram falar. Ficará uma amizade rasa, amizade de esquina, de copo, praia e corpos femininos... Dessas banais que v…

Beltrano dos Santos

pelos cabelos de david bowie ;)
Posted by Socialista Morena on Quarta, 2 de setembro de 2015

Beltrano dos Santos
(André Anlub - 18/5/14)

Ao final da tarde as flores enfim se mostram mais dela, submissas, 
Num colorido real e pétalas como olhos famintos de belo.
E ela, dama, atravessa os jardins a passos tímidos e sutis,
Abrindo os lábios e deixando brotar as próprias cobiças.

Um artista do amor sorri e aponta seus dedos magros, 
Outrora gordos e inebriados de nanquim:
- Ai, ai, ai, é o fim, ela não me notou...

Choram eu, ele, você e os jardins.

E o chá, um sopro para esfriar;
Vem aqui – foi lá.

A fumaça do tabaco profana a luz
Que atravessa a janela adentrando o quarto,
Trazendo a beleza que há aos olhos abertos
No limpar das remelas, no sonhar, realizar e fazer jus.

Beltrano dos Santos é uma figura,
Já foi profeta, mas não se mostrou... só ele sabia;
Nas alquimias que os anos trouxeram
A derradeira ainda estaria porvir;
Mas ele não tem pressa, o amor não tem pressa,
E o que só interessa é o acreditar sem …

Na poesia nascente

Imagem
Desde que nascemos somos moldados através de influências... Mesmo quando não se é e/ou se segue o sistema, e há o flerte com o lugar não comum, se pega de algum modo uma abertura pré-estabelecida. A novidade é exclusiva apenas para nós – aos nossos olhos – pois ela já existe ou é apenas uma releitura de algo já nascido e até mesmo encanecido. Iniciar uma nova luta é tão-somente uma nova visão de uma peleja tantas vezes travada.

Na poesia nascente
(André Anlub - 15/4/14)

Aquele menino sabido
Dono dele e você,
Destemido e escrevendo
É capaz de inventar.

Tornar-se-á mais um rugido 
- gemido – sussurrar.
Que vai além do planeta,
Pois é tudo no bom de escrever.

Aquela luz lá no alto,
Voracidade do pensamento,
Fez de instrumento a aurora
Que irá ao fim da noite nascer.

É assim a pegada que marca cada momento,
Dedo que sangra no espinho
E sozinho cicatriza no tempo.

Esse moleque:
Fez no sonho um gigante
E sonhou em ser amado;
Amou como um amante
Que honra seu tempo acordado.

E o ponteiro vai descendo,
Vai subindo e…