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Mostrando postagens de Outubro 19, 2015

Ótimo final de tarde

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Posted by Se a Cidade Fosse Nossa on Segunda, 19 de outubro de 2015

O poeta foi assaltado
Por duas letras “A”
Que saltaram de sua folha
Repentinamente,
E era dia de semana
Em plena Copacabana.
Levaram-lhe a inspiração
Lembrou-se das casas com luz e pessoas sem ler
Lembrou-se das mentes criativas censuradas pela lei
O poeta tocou a face e enxugou o pranto
Sabendo que tem muito mais da mesma...
Passou agora a distribuí-la.

André Anlub®

A vida no Estado Islâmico

Imagem
Raqqa: Mulher em fuga depois de ataques do exército sírio reuters
 Um artifício muito usado nos filmes de suspense é o personagem ir atrás de emoções metendo-se impensadamente em circunstâncias perigosas. Ele só está a fim de se divertir, mas acaba mexendo em abelheiros perigosos e para se livrar das abelhas depois passa três quartas partes da história. Este clichê está sendo vivenciado por grande parte dos jovens europeus que se engajam no Estado Islâmico: vão em busca de aventura. Interessante que o maior percentual destes cabeças de vento encontre-se na Bélgica – um país rico, estável, onde as perspectivas de uma vida organizada e de um futuro, por isso mesmo “tedioso” são totais. A incapacidade de ficar quieto, coisa que provoca uma inevitável convivência maior consigo mesmo, é obedecida sem maiores discussões internas, como um impulso a que não se deve negar voz. À semelhança dos heróis destes filmecos muquiranas, quem segue este apelo em dois tempos está metido em uma situação be…

Super Simples

Super Simples
(André Anlub - 2012)

Quero só proferir palavras agradáveis
Não a expondo ao risco de ouvir injustiças
Por decorrência de eu não ter o que dizer.

Quero realizar suas íntimas fantasias
Quero ter e ser suas boas e más manias
Só pelo fato de assim poder ser sua área de lazer.

Quero que possa contar sempre comigo
Ser sua labuta e seu domingo
Ou até ficar bem longe... É só querer.

Quero carregá-la suavemente no colo
Poupando-a de gastar prévia energia
Em direção ao seu quarto de prazer.

E, no entanto, mesmo que eu não seja suficiente
Que falte sal ou que falte açúcar
Que falte o ínfimo arrepio na nuca
Sempre a deixarei livre para fazer o que bem entender.