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Mostrando postagens de Outubro 25, 2015

Decapitação à francesa

Tenho recebido muitas mensagens aqui na página perguntando sobre este poema. Aos que não conhecem, aí vai. Bom fim de domingo a todos.  Viviane
Posted by Viviane Mosé on Domingo, 25 de outubro de 2015

Decapitação à francesa

Por entre muros altos de pedras de arenito,
Esquivando-se das cruéis flechas em fogo,
Vejo-me invadindo a comarca inimiga,
Na insensatez de um lúgubre rito.

Somente digo quem sou...
Abrindo mão de descer por um ralo depravado.
Minha pulcra essência estará à mercê,
Sei que só assim farei parte do seu legado.


Tenho a alma transbordando nesse doce momento,
Um palpável amor que vai ao alto tormento.
A devoção é promessa que nunca se viu abalável,
Amparo é a certeza de jamais ser recusável.

Derramarei meu deleite ao máximo desatino,
Seguirei suas pegadas nas areias quentes do destino.
Em meus sonhos um querubim me confidencia...
“por trás dessa máscara negra há um mortal amável.”

Por fim verá uma decapitação à francesa,
Minha cabeça rolará por sobre o gramado,
Na minha boca um sorriso est…

Pequenas empáfias

Outubro é o mês de conscientizar e alertar as mulheres sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câ...
Posted by Canal OFF on Domingo, 25 de outubro de 2015

Pequenas empáfias

Aves que voam no além-mar
A dois, três, metros da água
Sentindo a salinidade existente
Liberdade de tocar a epiderme da vida.

Aves migratórias de voos extensos
Atravessam continentes com suas asas enérgicas
Veem de um modo que nem em sonho o homem vê
A brisa é sua amiga e confidente.

Tudo se torna fácil na simplicidade
O belo, salutar e o generoso são corriqueiros
O natural é unicamente natural
E nada faz falta ter o intelecto.

Alguém lá em cima sorri
Ri de nossa soberba
Ri quando vemos um colibri
Ri quando voamos em asas de aço.

André Anlub (2012)