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Manhã de 27 de outubro de 2015

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Manhã de 27 de outubro de 2015
Em tempo, vão-se os papéis, drivers, pen drivers, nuvens e véus... mas ficam os enredos.

Da minha boca sai dublagem, mesmo calada é dublagem; sai dublagem feito fuligem da minha seca boca. Inerte, costurada, sonífera, boca que sai poesia e fala às avessas, aos maltrapilhos e aos ‘becados’ de fraque e relógios de ouro. Línguas estranhas, saídas frenéticas, a ansiedade torna o indivíduo impaciente e até mesmo antissocial e egoísta; há de se não ter vergonha de assumir o problema, buscar tratamento e assim melhorar o convívio com o próximo. Mas a língua continuará por lá, em ‘stand by’ aguardando o tiro de largada. Os lenços estão limpos, novamente brancos, com nossas iniciais bem no cantinho. Comi uvas, cenoura crua e picada, atum delata e pepinos frescos, milhos, tomates cerejas... sujei meu divino divã imaginário... mas já limpei; contei meus segredos segregados... mas já espanei; já suguei todo sangue dos malvados... mas ainda não regurgitei. Palavras já …