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Mostrando postagens de Novembro 20, 2015

Fulano da Silva

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Com medo de se equivocar vê o absurdo da vida, mas não quer pensar que é real
E quando vê que é real... Acha um equivocado absurdo.

Cito certa curta carta que corta:
Não escreveu sobre o amor 
Nossos momentos bons
Não há nada nesse naco de papel
Nem um beijo
Um lampejo
Nem desejo
Ou ensejo
Nada!
Mas serviu para me aquecer
Fiz fogueira
E o calor - que calor... aquele calor, antigo calor...
Lembrou-me você.

André Anlub®

Dentro dos olhos

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Dentro dos olhos

Nos teus olhos pareço escutar
o amor que ecoa sem fim.
Há de abafar o sombrio
o nublado e o vazio
o banal e chinfrim.

Teus olhos me dizem a senha
de todos os cofres e portas
das caixas de aço ou madeira
que guardam respostas.
Perguntas da morte e da vida
que usamos de lenha.

Fogueira pertinente
de insistente clamor
no real e nos sonhos...
De onde viemos
para onde vamos
e quem somos?

Olhos agora vidrados
cálidos e seguros
olhos com extrema audácia.

Olhos de afeição
de infinitos “eu te amo”
de muitos outros planos
muito além daquela simples galáxia.

Olhos que jamais sucumbem
de finos “douros”
que jamais desbotam
galgando brilho
em pleno arco-íris
abrindo o baú de ouro.

Olhos que agora se fecham
entram num breu infinito
de silencio profundo
e sonham comigo.

André Anlub®
(26/03/13)