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Mostrando postagens de Dezembro 16, 2015
SEM RAZÃO PARA EUFORIA


Terminou a conferência em Paris organizada para que se tomasse alguma atitude em relação ao aquecimento global. Sinto muito, mas não consigo entrar no clima de euforia que tomou conta de algumas declarações. O Secretário Geral da ONU foi às lágrimas com a emoção do momento. O Ministro francês encarregado de encarregar-se dos encargos também. Deve ser gente que chora fácil. Ocorre que, mesmo admitindo o perigo, os cacicões estabeleceram a meta de 1,5 graus no máximo de aumento na temperatura quando o limite para catástrofes ocorrerem nos países insulares é 2 graus.  Outra coisa: as providências devem começar a partir de 2020 e deixou-se brecha para que comecem  mesmo em 2030. Mais cinco anos (ou quinze) de produção industrial frenética desenfreada vão fazer muita diferença: para pior. Se as resoluções do Grande Encontro apontassem para medidas radicais imediatas já seria de desconfiar. Porque uma coisa é querer. Outra é poder. E quando o Poder não quer, podemos t…
ROESIAS

Juntei uma estrela do chão e o chão veio junto, porque ela não vivia sem ele.
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Um sorriso de domingo numa terça-feira qualquer que não é uma qualquer terça-feira.
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O que eu puder te dizer que estou vendo e o outro lado, quando também puder.
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Quando as águas se encontram em cruz e seguem adiante, mesmo em cruz.
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As águas se encontraram em cruz. De longe ninguém via. De perto também não.
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O meu caminho de areia e água para a imensidão do meu caminho de sol.
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Tudo que há  na vontade de tudo e mais o que voa. 
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Vou te falar de destino apenas quando não mais me contares chegadas.
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Quando a luz brinca de ter o que sempre teve, mas está do outro lado.
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Ainda será muitas vezes o que nenhuma vez consegue ser a primeira.

(Rogério Camarg…

Caixa preta

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Caixa preta

Saboreio cada gesto como se fosse o último,
tento adivinhar o manifesto do seu pensamento
como se fosse o primeiro, como se fosse justo.
Nada é em vão.

A sua corrente quente me ajuda a nadar,
fico mais confortável e feliz.
Aquela força resistente me diz:
Atravesse o oceano e me beija.

Pelejas amigas, cantigas antigas,
caem bem, são bem recebidas.
Paixões passadas, cicatrizes fechadas,
caem bem, na caixa preta trancada.

Pela manhã molho o rosto e constato minha sorte,
perdi há tempos a necessidade de encenar.
A barba branca, o cabelo ralo
e da vivência o aguçado faro
- o voo mais acertado.

Limpo a poeira da caixa,
às vezes passo um verniz,
mas não abro.

O nosso presente já é tudo que me chega,
me cega e me cerca, fazendo coerente o amor.
Já não acolho vozes externas, demagogias,
orgias de picuinhas, não mais.

Enfim você chegou,
está ardendo àquela prometida fogueira,
com panos - papéis inúteis,
quilos de baboseiras...
E a velha caixa queimou.

André Anlub®
(9/9/13)