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Mostrando postagens de Dezembro 28, 2015
DIANTE DAS CRISES

Augusto Boal conta deliciosamente, em “Histórias de Nuestra América”, o caso de uma velhinha que foi morar na favela porque o seu maior pavor na vida era o de ser obrigada a ir morar na favela. Conviver com a pobreza extrema apavorava a boa senhora. Então ela foi conviver com a pobreza extrema. Parece extremado, mas não deixa de ser positivamente didático. Enquanto se agarra na esperança de que “talvez não aconteça”, quando está para acontecer, o cidadão morre aos poucos. Feliz daquele que, diante de uma situação de crise, pondera: Bom, o que é que de pior pode acontecer e o que se pode fazer diante disso? Esta pessoa tem os pés no chão e, por conta disso, pode contar consigo mesma. Empurrar fantasiosamente com a barriga é ir morrendo aos poucos. A esperança é a última que morre e a primeira a matar. Muito mais útil a si mesmo é o indivíduo que encara as possibilidades mais agudas com as ferramentas que lhe garantem uma realidade palpável: seja qual for a circunstânc…

Ótima semana

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Veio assim de repente,  como essa brisa gostosa que corta o vale Uma lembrança recente, que se faz nascente No amor que ainda insiste em você.
Torta de amora
Renasce com o dia a serenidade que buliu com o ontem fazendo o momento esculpindo o hoje de um modo mais tenro fundindo o amor e rejuvenescendo.
Seduzido no deserto pela miragem fica quase abolida a palavra “sozinho”. Mil dentes surgem sem prévia censura fazendo abrigo no corpo vizinho.
Fez-se vida no horizonte do sortilégio jogada ao vento no intento da vela. As águas singelas, um sol amarelo nos pés os chinelos de couro bem velho.
Há aquela clara linha de guarda e guia caminho da senhora, do guri, da guria alegrando o coração no calor da emoção tornando a ação repleta e divina.
A essa linha tênue se deixa um pedaço não da paz, não do corpo, da alma tampouco. O pedaço que nutre, e que fleuma e que flora com a cor e o sabor de uma torta de amora.
André Anlub® (14/11/13)