Liquidificador da loucura


Liquidificador da loucura
(André Anlub - 9/10/12)

Sentia-se flutuando no rubro crepúsculo,
Como se houvessem douradas asas,
Solto ao vento e o corpo em brasa
Como pluma de uma ave rara e sem rumo.

Amor latente ao peito entregue
- De frente à porta da felicidade.
O jeito que seu orbe teve de dar-lhe presente,
O laço que desenlaça na fantasia da alma.

Brilho agudo da aura que passa célere,
De horas que passam em segundos,
Em lumes no gelo de um tempo absurdo,
Reflexo da cara metade em seu próprio espelho.

E quem:
Quem seria essa merecedora de intenso amor?
Seria o esplendor da gloria conquistada?
Seria a mais briosa enamorada?

Não, não houve procura!
Houve sorte e destino,
Houve física e química
No liquidificador da loucura.

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