Anti-herói filósofo

Meu livro na vitrine da Nobel de Juazeiro do Norte (Jan/2010)

Anti-herói filósofo       
(André Anlub - 2/1/13)

Não me acostumo a recear paixões,
Em qualquer esfera.
Já com meus quarenta e poucos anos,
Afortunado, burro de carga
Nos caminhos da vida
Em estradas esburacadas,
Dias nublados, na fome, na sede e na imaginação.
Será que sou anti-herói filósofo?
- Que tem a cabeça dura de pedra,
De frágil esteatito.
- Que tem perigosa peçonha
E usa para criar o antídoto.
- Que tem o coração guardado 
A sete ou oito chaves...
Mas deu cópia aos amigos.
A meu ver o amor foi descoberto
Na era Cenozoica, período Quaternário.

Perdidos, corações de artistas, traçados rupestres,
Ecos de pesares nas paredes das cavernas
E nas mentes apaixonadas.

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