“Um sonho que sempre não tive”


“Um sonho que sempre não tive”
(André Anlub - 29/3/12)

Caminhando por um jardim surreal
Deparei-me com algumas belas plantas epífitas,
Sentei-me em um velho banco de madeira;

Um rio de prata atravessava o lugar,
Onde longe há árvores altas,
Parecendo tocar o céu.

Estiquei o braço em direção a uma orquídea amarela,
Ela estava caída no chão,
Ainda molhada pelo orvalho.

Peguei e a levei até o nariz:
- Ainda pude sentir a sua fragrância,
Meu perfume preferido.

Levei-a então bem próximo dos meus olhos...
O sol batia e ofuscava “douradamente” minha vista,
Formava uma espécie de arco-íris,
Singular beleza,
Veio-me a visão dos seus cabelos.

Nesse momento meus pensamentos se consumiram,
Lembranças que haviam sido arquivadas...

Mesmo assim voltaram como num estalo,
Sem piedade.

Por que fui tão rude com ela?

Pensei como seria o presente se no passado agisse diferente,
Ponderei as decisões que tomei:
- Algumas sensatas, algumas egoístas e muitas precipitadas.

Tentei ajustar o complexo relógio do cérebro
E perguntas vieram com uma tempestade...

Antes mesmo que eu pudesse ficar de joelhos
E meus prantos se derramassem por sobre mim...

Acordei!

Mas as dúvidas nunca deixaram de ecoar.

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