O sábio e o tolo


O sábio e o tolo

O mais sábio homem também erra;
Erra ao tentar ensinar quem nunca quis aprender.
Os tolos morrem cedo;
Senão por fora, morrem por dentro (ou ambos).

O mais sábio homem também ama;
E nesse amar mergulha, se entrega,
Confia e muitas vezes erra.

Os tolos desconfiam, nunca arriscam e nunca amam...
Por isso acabam não vivendo.
Morrem por dentro e por fora e acabam errando
Sem jamais terem sido sábios.

Pode-se carregar no peito um coração partido,
Ficar perdido em diversas rotas;
Pode-se enlouquecer por qualquer afeto,
Mesmo assim arriscar é a melhor resposta.

É no casto amor – não há impossível...
No verossímil da batalha à vitória.
Querendo, faz de fulgentes momentos: o invisível;
E na equação complexa da paixão: a auréola simplória.

André Anlub

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