[sem título]

Ao menos um vento traz a verdade, 
segredo de algum guerreiro antigo. 
No céu o azul mais novo e amigo, 
que exprime a valentia de apenas ser admirado. 
Assim passou o dia, 
deixando só a memória de mais um belo momento; 
fica a saudade e o lamento, 
fica o saber da busca e a brisa... 
Mas também por pouco tempo. 

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Ao ver teu choro
da fumaça danada
senti-me com uma facada
uma dor aguda nos ossos
na alma e no peito.
Nos olhos as pupilas dilatam
e na lata, o vermelhidão do sem jeito...
Pela carência do ar da armada
e a dúbia imposição do respeito.

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Amo ver-te
nua em sedução
onde passeia minha paixão
que toca tua alma faceira
beleza que tonteia

minha cálida e pálida visão.

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As pegadas são honestas
prolixas, mas reais.
Nas folias que me aceitei de palhaço
no meu coração ficaram dois traços
um xis de açúcar e sal.
Já foi, é ou será cedo
assumindo tal culpa, nesse sol nascendo.
Admito: estou envergonhado

e avermelhado com tamanha beleza.

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Boa Noticia (fragmento)

Invadi o campo inimigo
fui render e ser rendido
sem a menor cerimonia
sem medo do sentimento
sem convite, sem umbigo.

As veias não mais enferrujam
o óleo quente e doce do sangue
passeia, dando alimento ao corpo
dando luz à vida
e adoçando a alma.

André Anlub®
(10/04/13)

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