Falando com nuvens (16/1/14)


Falando com nuvens

Noite passada sonhei com poesia
aquele sonho arranjado de calores misteriosos.
Ao som de uma orquestra as janelas se abriam
e em mil cantorias - pássaros curiosos.

Longe, no alto, algo reluzia
mas não sei o que era, tampouco queria.
Sempre enfoquei seu rosto em tudo
- é de um absurdo - é meu mundo de gosto.

No sonho alagado os caminhos imersos
feito um delírio aos montes, na mente famélica.
Estrelas pratas formavam de tão doces quimeras
e transbordam à vera, e transcorrem os versos.

Fiz de mim um homem pássaro (o passo);
No meu eixo um homem peixe (muito avexo);
No meu mundo, homem comum (o oriundo).

Longe, as nuvens comunicam:
surgirá a estigma do amor sem fim.
Tudo torna-se arquipélago numa única ilha
uma desmesurada esperança que contente habita
fazendo-se amiga e parte de mim.

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