[sem título]



Flor de lis, de lírio e lírico

Chegando do silêncio veio como tempestade
E mordia suas ideias
Tirava os laços dos futuros presentes
Mostrava o onipresente
Que ao botar pra fora os dentes
Provava não ser um Oni, enfim:

Nomeada como imperatriz de amores
Que ganha de súbito
Sua coroa, trono e sonho
Se aproximando do súdito
Com suas suntuosas flores.

Ouço você falar em público:
- o que seria mais certo - onde estaria o erro - qual a importância disso

A resposta vem com o ar fecundo 
Quebrando o coeso silencio
Queimando mil brancos lenços
Prevendo o fim dos futuros lamentos.

A resposta bateu de frente
Com seu cheiro de alfazema
Com seu humor de hiena
E interpretação eloquente.

Na tela do cinema da esquina
Já se viu esse filme antigo
De um multicor lírico
Com tons de pura boemia.

Sim, é poesia!
Faz crescer as flores
E nasce nas flores crescidas.

André Anlub
(6/1/13)

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