Nada sacia


Ia para a internet para se aliviar do dia a dia; agora é o inverso.

Nada sacia

Dizem que vive de pão e água
É intocável e onipresente
Seguidora do fluxo da vida
Violentamente inocente.

Pai e mãe da maioria dos desejos
Manifesta os sabores e dissabores
Inexauríveis amores e desamores
De calibre incoerente.

Pula pelos corações inflamados
Cutuca, grita e devora... Emoções
Delibera-se nos canteiros que aflora
Corrente casta invisível.

Em serenatas e poesias...
Faz-se mais que presente
Do atual lirismo à inerente nostalgia
Fazendo bem ou mal... Nada sacia.

André Anlub

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