Ótima noite

Na geografia do teu corpo
Passo o mais ardente compasso.
A cada traço
Uma fronteira ultrapasso.
Ao findar o que faço
Limpo toda a sua tez
E faço tudo outra vez.

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Não nasci cá, nem acolá, nem além ou aquém... não sou melhor e pior que ninguém. Vivo o amor e a arte, assim sou do mundo, quiçá limpo ou imundo, mas de nenhuma parte.

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Não me observo mais em ingênuos instantes
só quando as toalhas molhadas estão em cima da cama.
Onde está o meu sonho de morar numa praia distante?
Perdeu-se ao preocupar-me com uns pedaços de panos.

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Não quero paixão egoísta,
Aquela profunda feito poça de chuva fina,
Aquela quente como a água que o bacalhau se banha.
A paixão que quero deixou pista...
Muito beija e muito afaga,
Não apanha e não amarga,
É brincadeira de criança...
Pera, uva, maça e salada mista.

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Não se sabe se o perfume se espalhou
Pelos bosques coloridos e imagéticos
Na nossa aldeia, logo, logo, deflagrou
O colírio, canto lírico e poético.

André Anlub

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