Espadas da vida


Espadas da vida

Coisas se vão, coisas em vão, 
Casos a mais e a menos...
Coisas são apenas coisas;
Casos são meros momentos.

Ideias às cegas que surgem ligeiras,
Com esse vento quente de dezembro...
Dizendo-nos quais nós desatarmos
Nessa tarde que transborda em asneiras.

Ideias liquefazem-se em fendas,
Como fezes em fraldas;
Como amalgamas em águas;
Não antes de mostrarem-se valer a pena.

No espaço entre as cascas do tempo,
Onde forjam as lâminas; onde não cabe saída.
Enquanto o vento arrasta as folhas secas,
As ideias são postas em prática
Na pragmática e corriqueira corredeira
Que passa com pressa pelas veredas da vida.

Sorrindo e assobiando aos cantos
Nos cantos que os vivos se mostram;
Prostram coisas que não prestam,
Protestam posando de piegas. 

Guerreiros são meros guerreiros
Pois só cabem a eles as declarações:
O que são amores; o que são desilusões.

Duas espadas em batalhas distintas;
Duas espadas que só a imaginação enverga.

André Anlub
(25/11/16)

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