Reminiscências


Reminiscências 

Veio vindo no tudo hermético da vanguarda,
Em longas ondas que surgiam através do tempo.
Nasciam ventos que intrigavam pensadores,
Como suas palavras minuciosamente planejadas.

No caminho as pernas se cruzando aceleradas,
Planos estampados nas lacunas das pranchetas.
Pianos pérfidos junto aos sons insuetos de cornetas;
Veredas vadias em aura, noite e estrela alaranjadas.

Por enquanto as chuvas caem delicadas,
Pelas escadas de Selarón – Arcos da Lapa;
E lá no brejo a moça beija em Santa Teresa;
E escancarada a Lua aclara toda a parada.

E cantam alto, cantam torto do Arpex ao Horto;
Saídas de praia, saias rodadas e sungas fartas;
Na madrugada xadrez e branco no banco da praça;
O alvoroço do velho moço no Bairro Peixoto. 

Foi-se a festa dentro de um êxtase do tempo ido,
Noites em claro, dias no escuro, tardes cinzentas;
A vida se inventa em faces felizes, redemoinhos;
E aves voando, mangas no pé – reminiscências.

André Anlub®
(11/11/16)

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