Por nada não


Por nada não

Pingos que caem ao chão
Nuvens nublando o tempo que se arrasta
Em um céu total e ampliado...
Amor de irmão
Ouço sons que outrora eram de pássaros
Vejo rastros de coloridos animais
Voando entre suas pernas e braços
Aquecimentos e afeições...
Amor de mãe.
Na infância maravilhosa pulando cordas
Nas bordas das encostas crio asas
Palavras e desculpas inexistem
Bordões escritos em ovos fritos
Suas surdas calúnias de salto alto
Atravessam a avenida em um domingo
Pelos sorrisos de crianças que nunca se perdem
Semblante belo, imponente e irrestrito...
Amor de filho.

André Anlub

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