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Ótima domingueira

Dos bardos*
(11/2/12)

É pensante, mas sóbrio poeta insurgente,
Daqueles que anseiam tirar poesia de tudo;
Menos do que o toca no absoluto profundo,
Pois nele o mesmo é extremamente faltante.

Precisos são seus pontos, vírgulas e aspas,
Às vezes palavras ásperas que consternam o humilde.
Notória sincronia com o público que aclama;
Forca em praça pública com linchamento e chamas.

O bardo é liberdade, Ícaro que deu certo,
Sem normalidade, sem torto e sem reto;
Equidistante do mundo mora no cerne da alma
E com doação e calma, conquista os sinceros.

Mas há poeta que grita abraçado ao berrante;
Só vê perfeição nos seus soberbos espelhos,
Pois narciso é conciso e sem siso é errante,
Cai por terra, dúbio, e vê-se de joelhos.

* “Menção honrosa no 2° Concurso Literário Pague Menos, a nível nacional, ficando entre os 100 primeiros e assim participando do livro “Brava Gente Brasileira”.

Rumo ao monte

太強了!
Publicado por Happy Moment em Segunda, 11 de janeiro de 2016

Rumo ao monte

Escoltei o tempo, lado a lado, carne de pescoço de fato.
Fui criar, criei; escrever e ver o que vai dar.
Círculos tornaram-se triângulos; teoria da conspiração?
O velho sendo novo – recriando na absolvição.

Olhos fechados e deixa-se levar pelos ouvidos, 
Sentimento sequestrado – síndrome de Estocolmo.
Estou como um velho sábio: abraçando livros.
E os vivos como o diabo gosta: cem perguntas, sem ter como.

As horas são amigas, são teimosas e esportivas;
Todos os dias correm lentamente e andam correndo.
Vai um drama vem um ‘dream’ ouço um ‘drum’;
A dama da beleza – dama da noite com seu perfume ao vento.

De joelhos faço de coração uma oração ao longe;
Vem rebates, vem sons alheios em língua estrangeira azul.
Haverá uma asneira rasteira que deixaremos aos asnos; 
Há simplicidade suntuosa no grão de areia do monge.

Faz-se maestria, faz-se nada –, de dia ou de noite...

O tempo me escolta, puro e seguro de volta ao invento;
Sabendo …