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Pendura e perdura

O Cachorro Colocou o Terror KKKKKKKKKKKKKKKCreditos => youtu.be/WyTeiwQUtCA
Publicado por MC Maromba em Quarta, 24 de fevereiro de 2016

As minhas mais longas retóricas
são os amores que carrego na alma
afunilam na mão e na boca 
e despontam pelos meus dedos trêmulos
e minha língua inquieta.

André Anlub

Pendura e perdura

Verás os varais pelo planeta afora
alguns dependuram difusas histórias
toalhas sujas, lençóis manchados
burcas, fardas, camisolas...

Verás secarem farrapos
roupas de seda e algodão egípcio
algumas despontam sacrifícios
pintam os adornos nubentes.

Verás os varais internos
que penduram o ódio retido
enxuto, infecundo, rachado
como as rugas do envelhecimento.

Também verás os que penduram amores...
de diversos calibres e cores
sem importância do enxuto ou ensopado
vale o corpo que aqueceu algum dia.

André Anlub

Parabéns Rio de Janeiro

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Buraco da agulha
Passou pelo pequeno buraco da agulha como um raro e sensato camelo franzino.  Deixou ao relento seu ego sozinho e jogou num bom vento os versos nas ruas.
É no amor, e não há impossível no verossímil da batalha à vitória. Fez de fulgentes momentos, o invisível e na equação da paixão, a auréola simplória.
Sim, eu conheço, sei bem dessas fábulas sei qual o seu curso, bons e maus imprevistos. Falam de alguns vícios, falam de absurdos não provaram na língua o que dizem amargas.
Qual o passo difuso em logradouros de deuses? O que fez um sol confuso no louro da Nêmesis?
E agora um velho e sábio seguia adiante e passou novamente pelo buraco da agulha. Ficou na agrura, pois não era um camelo ao se olhar no espelho viu somente um gigante.
André Anlub® (25/1/14)

Cotidiano

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Cotidiano
(André Anlub - 28/11/10)

Com idade de ser um homem feito
E com defeito que carregamos no peito,
Faço uma rima com carinho e verdade
E não imagino como seria de outro jeito.

E não aceito essa tal desigualdade,
Com respeito durmo tranquilo no meu leito.
Acordo às cinco horas com muita vontade,
Faço um verso para alegrar o meu dia.

Vou correndo pra bendita labuta,
Não vou xingado igual uns filhos da truta.
Vou contente sabendo que mesmo tardio,
O meu salário aparece no bolso.

O meu esforço jamais é a esmo,
Minha índole continua um colosso.
Por um momento paro e escrevo,
Por um segundo paro e te ouço.

Dá-me um abraço e me deseje bom dia;
Pego a marmita e encho de novo,
Carne moída e um bocado de ovo,
Para dar sustância e também energia.

Logo às seis horas largo esse batente,
Vou ao dentista arrancar mais um dente;
Chego em casa com uma fome danada,
Marco presença com minha doce amada.

Você quer vencer na vida?E você, quer vencer na vida?Curta Os Mortadelas (y)
Publicado por Os Mortadelas em Quarta, 4 de …