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Mostrando postagens de Março 15, 2016

Panos Quentes

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O problema é que alguns transformam em idolatria a inveja que tem aos 'de cima'; enquanto que o egoísmo aos 'de baixo' eles transformam em ódio.


Panos Quentes (André Anlub - 11/03/13)
Pura sorte! No meu equinócio O sol se põe diferente.
Seu sorriso na lembrança, A lágrima desce na fraca luz.
É a cruz que carrego Sem descanso ou preguiça, Sem pavor ou embaraço, Sem “atiça”.
Vou seguindo com o tempo. Dizem que dando tempo ao tempo, Tem seu tempo certo pra tudo.
É chavão, ouvi dizer... É piegas, talvez. Mas sei que é verdade.
Observando meus próprios episódios, Sorrisos - lágrimas – desprezos. Sou retórico e isso é notório E sou otimista realista Nos meus propósitos.
Corro dos momentos, Fujo dos vigentes amores, Sejam quais forem; Abafo bem abafado os rancores Com os panos quentes dos esquecimentos.

Falando com nuvens

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Falando com nuvens       (André Anlub - 16/1/14)
Noite passada sonhei com poesia, Aquele sonho arranjado de calores misteriosos. Ao som de uma orquestra as janelas se abriam E em mil cantorias - pássaros curiosos. Longe, no alto, algo reluzia, Mas não sei o que era, tampouco queria. Sempre enfoquei seu belo rosto em tudo - é de um absurdo - é meu mundo de gosto. No sonho alagado os caminhos imersos, Feito um delírio aos montes, na mente famélica. Estrelas pratas formavam de tão doces quimeras E transbordam à vera, e transcorrem os versos. Fiz de mim um homem pássaro (o passo) No meu eixo um homem peixe (muito avexo) No meu mundo, homem comum (o oriundo) Longe, as nuvens comunicam: Surgirá a estigma do amor sem fim. Tudo se torna arquipélago numa única ilha, Uma desmesurada esperança que contente habita, Fazendo-se amiga e parte de mim.