Postagens

Mostrando postagens de Março 21, 2016

Dia Mundial da Poesia

Imagem

Os vivos corais do mar morto

Imagem
Os vivos corais do mar morto

A ideia vai e vem à paisana, é assim:
olá, escreva-me, como vai?
Ouço certo do outro lado da muralha
e a imaginação não se esvai
como um surto atípico.
Não me corta feito navalha
nem me beija como o fim.

Reaparecer requer confiança
é aceitar o dom que foi dado de herança
sem nem mesmo querer receber.
Tudo fica mais intenso e brilhante
quando as barreiras caem.
Pode-se ver, ouvir e sentir o além,
e quando vem a implacável esperança
ponho-me a escrever cada vez mais.

O azar eu nocauteio
certeiro soco no queixo.
A solução está no fundo do mar,
prendo o fôlego e mergulho até lá,
mesmo em plena maré cheia.

Pude ver belos corais
que fazem desenhos que completam
os traços nos corpos dos peixes.
O feixe da luz do sol incidente
faz contentes as arraias 
que se entregam.

Enfim, vou repetindo as dicas
que venho recebendo na vida.

Adaptar-se é fácil, complexa é a nostalgia,
principalmente das farras em família
das ondas que vi o mar oferecer.
As paixões incompletas estressam,
surgem, mas não se deixa…

Hoje (21) É O Dia Internacional Das Florestas

Imagem

Excelente semana a todos

Imagem
Ele pode discorrer à vontade; na verdade, até o sol raiar... Caso queira! Ele pode ver o resultado de todos os meus pensamentos, até os que ainda não tive. Pode fazer julgamentos e entreter-se comigo, correr na minha frente nas minhas corridas triviais, chorar ou rir das minhas palavras banais, e nos anais da minha assistência, onde reside minha paciência...  Me persuadir. Ele pode, mas não faz; está cá e lá, foi a Noronha e nem me chamou. Safado! Contou-me da onda batendo no rosto e no corpo, da água gelada, da mulher de topless e o tempo mais que maravilhoso. Fiquei com inveja, confesso. Fiquei com remorso de pela manhã não ter aberto a gaiola da mente e deixado, pelo menos, ela ir com ele. Assim me sinto inaudível, quase que aquela famosa gota no oceano; mesmo assim tenho voz – pouca – mesmo que seja um murmúrio...  Pois tenho a mania de ter o sestro de ter o hábito – moda – rotina de ter a impressão de que conhecê-lo foi minha epifania. Vai ver foi...  vai ouvir foi... vai cheirar…