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Mostrando postagens de Março 22, 2016

Ótimo final de tarde

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Dia Mundial da Água

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Podado no Ceará

Voei de Juazeiro do Norte, de sortes, de nuvens,
Sol quente, um pouco de sede e muito já de saudade.
Deixei o olhar dos cães e os meus olhos úmidos para todos que tenho apreço...
Mas é breve, é coisa ligeira; já, já retorno depois de beijar o mar...
O tempo passa tão logo, tão “flash”, como os ponteiros do relógio,
Na pressa e na eternidade do tempo que sempre já foi.

Seguem avião e emoção, trocam-se óculos: escuros – de grau;
Vem bloquinho, vêm sonhos de realidades...
Ao meu lado na poltrona: ninguém! Lugar vazio é coisa rara nos tempos de hoje...
Vai ver foi brincadeira do destino, para aumentar o vazio – duplicar a saudade.

Fortaleza é Meireles, Aldeota... um dia declamando suas retas, suas tortas;
Poesia do Brasil que simboliza o simplório mais suntuoso e calmo,
Fantasia todas as mentes salgadas, doces e até as ensossas... por que não?
Frescor de naturais perfumes que transpiram os corpos em cores,
Os amores em mão e contramão.

As feirinhas: tão nossas, tão de todos; Origamis dos …

Ser modesto e ser medonho

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Ser modesto e ser medonho
(André Anlub - 20/1/11)

Os olhos veem, o coração sente;
Palavras soltas – versos obscenos.

A língua passa por entre os dentes,
As mesmas cenas passam a minha frente.

Não me amofino, restou só eu!
Absolvido por um talvez.

Na sua vez, uma ré sofrida,
Que nessa vida pagou o que fez.

Todas as sombras são desejos
E o seu jeito quase assombra.

Há unicórnio com dois chifres
E quero é mais! (aceito a honra).

Nesse mundo alheio,
Ser um ser bem pequeno:

Um pingo d’água,
Uma semente, vagamente, 
Um grão de areia.

O que restou da mágoa?
Por entre o concreto e o abstrato,
Estar perto ou em um sonho,
Ser modesto e ser medonho.
Um gambá ou ser um gato?
Em todo canto procuro,
Bem longe e próximo do mundo,
Ser parte do seu rebanho.