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Mostrando postagens de Março 24, 2016

Iluminuras

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Iluminuras
(André Anlub - 5/1/10)

Não há ranhuras na efígie
Talhada em madeira de lei 
Segue no caminho dos povos
Edificam as divindades de agora
Com os idolatrados de outrora.

Na memória da existência
Seu rosto, o mais belo e mais alto
Olhos em sobressaltos
Olham-me com o penar de mãe.

Abro célere uma leitura antiga
Centenas de iluminuras ambíguas
Todas recordam seu corpo
Letras do seu meigo nome.

Epístolas que permutam
No paladar da sabedoria
Tão antiga como a ironia
De amar sem lhe conhecer.

Mais um conto urbano

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De repente aquela pessoa 
Que te vê como concorrente,
Se sente envergonhada,
Pois percebe seu desinteresse
Em entrar em tal corrida...
E ela esteve todo esse tempo 
Ao seu lado, parada.

Mais um conto urbano
(André Anlub - 24/11/09)

O pai passa a mão na cabeça
E a mãe chamava de “neném”.

Vinte anos no documento,
Mas doze é o que parece que tem.

A palavra de ordem para vida é:
Não me aborreçam
Não ligava para nada e ninguém.

A palavra de ordem para a farra é:
O que vier na cabeça
Achava-se um despótico no harém.

Já tinha seu próprio carro,
Foi caro e ele não mereceu;

Dos outros gostava de tirar sarro
Respeito não existia, se existiu faleceu.

Na praia puxava seu fumo,
Sem rumo nunca pensou em trabalhar;

Seus pés nunca calçaram um coturno,
Mas a vil arma conseguiu arrumar.

Cometia pequenos assaltos,
Visava pessoas que andavam no asfalto.

Certa vez foi pego em flagrante,
Mas o sol quadrado não viu nem um instante.

Seu pai era um promotor conhecido
E convencido de que nada podia acontecer.

Não sabia com quem seu filho esta…