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Mostrando postagens de Abril 4, 2016

Pequena grande história de Glorinha

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Pequena grande história de Glorinha      (André Anlub - 26/5/14)
A carne de sol recheada com queijo coalho A mesa farta de tudo que é local. Da seca ao céu, do pó ao pó, Glorinha fez as malas, afinou as falas...
(...) abraços a Caicó.
O ontem ficou refletindo agorinha Quando a Glorinha arteira chegou pela primeira vez à areia, Fincou a faca de pão refletindo seu rosto risonho Realizou seu sonho e desmaterializou todo o mal...
(...) em frente ao mar.
Glorinha de glórias, de prantos e preitos, Rosto delicado, nariz fino e trejeitos. Andar leve que faz breve um prever alegre Desertos de frutas, de nuvem e de sal...
(...) Macau, seu novo lar.
Glorinha rainha, concubina dos livros... Fixando seus olhos na nova leitura, O café requentado esfriou novamente, Fez claro, evidente, o interesse escondido.
Glorinha agora gosta de revista em quadrinhos Devoradora assídua e sonhadora gritante Lê, aprende, escreve e ensina Fez disso sua sina, levou pra sua terra distante.

Tempo de ser servido

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Tempo de ser servido (André Anlub - 2/3/12)
Quero me doar ao máximo: Perder (por livre e espontânea vontade) a liberdade. Quero a salutar realidade de um amor: Aos quatro olhos, eterno.
Quero ter filhos, ou não Quero repartir e debater nossa opinião. Ser servido e servir, Ser a ilusão mais verdadeira e óbvia.
Vamos nos fartar em mesas fartas, Comer salmão ou sardinha, Beber vinho oneroso ou sangria, Juntos, tudo será sempre o melhor.
A taça fina, que ao rodar do dedo canta, Ouço o som mais doce e apaixonado; Junto ao seu cálice que me acompanha Fecho os olhos, embarco e me entrego.