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Mostrando postagens de Abril 16, 2016

Ponderações

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Ponderações:
A cobiça gasta seu tempo e cansa seus olhos, pois os deixam perdidos em um frenesi baldio. A impunidade é como um patrono para a contravenção: apoia – encobre – estimula; a lei e seu longo braço ficam sem a mão: impotente – descrente – nula. Ao ver teu choro da fumaça danada, senti-me com uma facada, uma dor aguda nos ossos, na alma e no peito; nos olhos as pupilas dilatam, e na lata a vermelhidão do sem jeito... pela carência do ar da armada e a dúbia imposição do respeito.

A admiração equivocadamente confundida por paixão, nascida da idolatria pelo trabalho – pela arte de alguém –, cria uma projeção de perfeição ao ‘amado’ e esculpe às cegas algo inatingível até para as almas mais bondosas do planeta. O amor verdadeiro costuma ser o inverso – às claras –; é conhecer os alicerces e os escombros de alguém que já foi, é, ou pode ser algo belo e sólido.

Ótimo final de tarde...

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Olheiros (2/4/14)

Em ziguezague, cá e lá, tantos olhos nus aguardando a ponta do sol que vai nascer num mote distante... de um lugar nenhum... não importa! Como sossegos que assustam morcegos escondidos em cavernas, companheiros dos sentimentos tímidos; alma cálida daquela paixão nada passageira, derramando na veia, demudando o que corre no corpo. Da sola do pé ao topo: vinho tinto - vinho do Porto. Saboreia. Seu lugar à mesa não está vazio, é seu disponível - é seu abrigo. Inimigo e amigo do seu espírito, em plena consciência da compaixão... humildade. Venha fartar-se tão breve, nessa mesa ou naquela, na panela de quem se atreve. Venha sentar-se tão logo, nesse ou naquele colo, ou no solo frio do chão.
As torradas estão prontas, saltam da torradeira na hora exata de derreter; a manteiga; o aroma intenso do inexperiente mel, espalha-se pela mesa, junto com as tintas de um novo artista que os olheiros cobiçam.

Excelente sábado

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A admiração equivocadamente confundida por paixão, nascida da idolatria pelo trabalho – pela arte de alguém –, cria uma projeção de perfeição ao ‘amado’ e esculpe às cegas algo inatingível até para as almas mais bondosas do planeta. O amor verdadeiro costuma ser o inverso – às claras –; é conhecer os alicerces e os escombros de alguém que já foi, é, ou pode ser algo belo e sólido.

André Anlub