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Mostrando postagens de Abril 27, 2016

Por nada não

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No Silêncio do Nada (Por nada não)
(André Anlub - 3/8/10)

Escrever é expressão, é dar pressão e se exceder.
É no viver levar o mesmo com mais emoção.

Aos que temem a caneta:
Fiquem imbuídos de lançar a flecha
E terão a certeza de acertar pelo menos um coração.

Os pensamentos são mutáveis,
Assim como a inspiração.
Variam conforme o dia, o clima,
Moldam-se de acordo com o humor,
Com a razão e a dor.

Por isso, ninguém jamais poderá mudar a escrita!
Ela, por si só, já é mutante.
Isso que a torna sempre viva
E deveras interessante.

O renascer a cada segundo faz-nos pensar em Coisas novas – novos temas.
Migramos de um ser com o âmago quase Moribundo, para aquele que ilumina com sons, Artes e poemas.

Faço essas anotações num domingo, madrugada,
Flagro-me escrevendo com os olhos quase Fechando sob a luz da cabeceira,
Dentro do silêncio do nada.

Pingos que caem ao chão,
Nuvens nublando o tempo que se arrasta
Em um céu total e ampliado (amor de irmão).

Ouço sons que outrora eram de pássaros,
Vejo rastros de coloridos a…

Água Que Guia uma Águia

Lá se foi o passarinho, por entre os coqueiros mergulhou na maresia... deixou um frágil dedo apontado ao infinito, colado ao sorriso do rosto da garotinha.
O sol está sempre penteado, perfumado, bem vestido... 
Também cortês, fotogênico e amigo;
Ao se pôr, diz: “Jusqu'à demain, bonne nuit!”

O sol por detrás dos negrumes ilumina as colinas mais altas... 
Justamente onde o amor não faz falta.

Não quero paixão egoísta, profunda feita poça de chuva fina, nem paixão quente feito água que o bacalhau se banha...
A paixão que quero deixou pista: muito beija, muito afaga, não apanha e não amarga... é brincadeira de criança... 
Pera, uva, maça e salada mista.

Quem ama às vezes sofre,
Pois arromba-se o cofre dos anseios
E alimentando-se nos seios que repousa,
Justifica o fim nos prazeres dos meios.
Vou degustar outros ares,
Novos mantras e músicas,
Devorar os segredos,
E digerir o dom.

Vou esculpir o vão
E redesenhar velhos mares,
Fazer da vida um folguedo
Num real sonho bom.

Vejo o ser montanha russa,
Dando tapa…