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Mostrando postagens de Abril 30, 2016

Herói trágico

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Herói trágico
(André Anlub - 14/7/12)

Tsunamis - terremotos
Almas penadas:
- fragmentos de episódios de um cotidiano singular,
Cheiro de eucalipto na cheia banheira da casa,
Banhos de sais e velas acesas só fazem ansiar.

Um amor perdido e desperdiçado
Assusta os ponteiros da vida (montanha russa).

Falam bem alto que o tempo é esgotado,
Aprenderam a lidar com a lida.

Pintam os olhos encharcados com cores de fúcsia,
Relógio antigo na parede carcomida.

É de matar! Sim, de matar...

Já com seus anos vividos e ainda teme paixões;
Burro de carga em estradas esburacadas;
Coração mole de pedra de açúcar;
Herói trágico de sua própria vida.

Deitado em uma cama de vime,
Ou de pés bem calçados no chão,
Pensa que sabe o que é fome,
Cometendo o pior dos crimes...
Ingratidão!

Há de se ter vida

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Há de se ter vida
(André Anlub - 23/4/12)

Ele chora, está com medo,
Com frio as lágrimas gelam.
No refugio do campo de trigo
Senta e sente o vento soprar.

Ele já foi louco, já foi vertigem,
Caçador de próprias luas,
Poeta de penas e plumas,
Exibia na cicatriz o segredo.

No momento procura abrigo
(velhos mitos perseguidos)
Sem valer de coragem ou esforço,
Sem tirar a faca de seu dorso.

Há de se ter força no amor que persiste,
Ao levantar-se refaz o caminho.
Vê a ave que alcança seu ninho
Mesmo a mesma estando ferida.

Ao ver teu choro da fumaça danada, 
senti-me com uma facada, 
uma dor aguda nos ossos, 
na alma e no peito; 
nos olhos as pupilas dilatam 
e na lata a vermelhidão do sem jeito... 
pela carência do ar da armada 
e a dúbia imposição do respeito.