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Mostrando postagens de Maio 11, 2016

Prosas loucas

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Prisioneiro Deposto no Líquido sagrado de Baco

Rodei pelos bares e espeluncas da vida, em puteiros falidos e mulheres de esquina; já me vi na latrina, na obscuridade do ser, e seguindo nas vozes o que devia fazer. O corpo e a alma, tão visível ameaça, cicatriz ao lado das tatuagens; e quentes miragens se fundem na carcaça, fazendo graça sem ao menos me conhecer. Me camuflo e prossigo adiante, o coração é imundo, mas não carece de morrer. Morto por dentro, um desfavor de outrora, e morto por fora em vários prévios instantes. Um adendo: na roleta russa do desgosto vejo seu riso no alvedrio da bala. Gritos e falas em minutos se calam, apontado ao ouvido ao som do breve estampido. Rigoroso tempo na tela do céu azul, enorme pingo quente dourado, aflito caminho sem norte (também sem sul). Espero o cair da noite e vou-me frenético abraçar a boemia: mesas bambas dos bares sinto-me bem, é aquilo ali que quero. Paredes descascadas, lavabos de intolerável cheiro ruim, o garrafão de vinho barato: …

Prosas Loucas

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– Manhã de 29 de abril de 2015 
(com um quê de barba feita)

A animação acorda junto! Coisa rara atualmente, mas sempre muito bem-vinda.
Abri meu jornal eletrônico e li sobre política. É, politica. Aquela coisa que muitos odeiam, alguns participam e muitos não entendem. Todas as vezes que faço uma postagem com algum cunho político me arrependo! Acho que realmente fica complicado quando se fala o que as pessoas não querem ouvir (até mesmo quando se está do lado delas). Vou me ater em escrever meus singelos rabiscos e continuar me expondo politicamente somente no meu voto e no boteco da esquina onde bato meu ponto, jogo gamão e derramo meus copos. Lavo o rosto e vejo aquela cara de ontem, meu cabelo está carecendo de um corte curto, é mais prático e o calor abranda. Escovo meus dentes, lavo novamente o rosto, faço meus alongamentos e vou-me ao banheiro de fora, da área dos fundos. Lá já tem um livro me esperando e o meu trono que adoro. Agora vamos falar em poesia, em algo romântico que me …

(com poética, dialética aritmética e dislexia)

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– Manhã de 12 de setembro de 2013  (com poética, dialética aritmética e dislexia)
É a tal: por favor, aguardem contato, anunciaram a chegada na hora; cheira forte e choca os olhos, queima a pele e dá até barato. A caça do homem no largo lago (um peixe e a saudade no prato) é a lágrima que chega mansinha no sorriso da boca na esquina. Fez louca a agonia do peito e a merecida alegria no tato. Fez da arte gato e sapato, do seu jeito só nesse feito. Alguém pergunta o que sugerem pra hoje: o cardápio está em letras gregas. Vejo estátuas sem todo o braço, ouço o voo de moscas varejeiras. Vem bom humor e o pavor de perdê-lo, o problema é mais que emblemático; vem matemático e fica cabreiro; vem o cosseno, o seno e o quadrado. E no porta-retratos a verdade, a neurose que não faz sentido; indo à toa, à tona e a esmo, não é o mesmo que felicidade.