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(como “hoje desafio o mundo sem sair da minha casa”)

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– Tarde de 29 de abril de 2015 
(como “hoje desafio o mundo sem sair da minha casa”)

Veio um cheiro de sopa, aquela que a avó fazia nos tempos de criança. Geralmente quando eu adoecia. De repente é psicológico: o cérebro me pregando uma peça. A solidão agora é momentânea – é tempestade – que passa rápido e me dá até gosto – até gosto – pois refresca. Aprendi a lidar com a solidão não sendo solitário, pois às vezes a escrita pede reclusão e às vezes a leitura o isolamento; há tempos havia muita companhia, mas também um vazio importante a ser preenchido e isso me tornava só e sempre disperso. Achei à escrita, achei o meu Norte. Hoje tenho poucas, mas importantes e essenciais companhias: escrita, companheira, cães e alguns amigos, e sinto-me completo... Acho que amadureci nas carências, pois hoje em dia me conheço melhor; conheço meus defeitos e os assumo sem medo e piedade (é no assumir que se dá o primeiro passo para a correção). Desfoco as certezas (pois já estão certas, o que há de se …