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Mostrando postagens de Maio 14, 2016

Imaginação mestiça

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Imaginação mestiça
A imaginação dentro de seu raro aço, Desembaraço das peças da adivinha, Das vinhas – o vinho e o ‘barato’ – num corte Espadas, esporas, gumes de facas Os escárnios dos abstêmios, todavia...
Faz louca e bem-vinda toda a vida, Sua moradia em peles ambíguas: Branco no brando do plácido coelho; Ao réu e aos ratos é cingido na cor cinza... E impura e sinistra e baldia.
Bombas ao baixo, mãos ao alto, bom dia Violência chorando na esquina chuvosa... O touché na esgrima fez pontada na costela; Eu e ela, vale a rima do nosso arrimo, nebulosa, Sutileza e sangria e doce e vinho – melancia.
De aprontado feitiço nascem como hortaliças, Nas ruas as nuas imagens em paragens insanas; São fálicas e frígidas, finas piolas nada pulcras. Tudo ao teor do amor e do terror da fantasia.
Esculpidos e arrazoados vemo-nos em vigília  Ao renascerem belas múmias e inspirações extintas  No horizonte o assombro de um alto monte  Ao montante o tanto não vale a sombra no vale... A imaginação eclode da sua armadura mestiça…

Prosas loucas

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Manhã de 1 de janeiro de 2016

Nada como um peixe após o outro... um anzol no meio... e nada bem. Depois dos percalços vividos ficam calos e vestígios... carrego os ossos do ofício, com mais cálcio e cuidado; cuidado... na minha vida não entre sem aviso! Já na estrada, na esteira estreita do caminho desconhecido; voo de encontro ao mar e a mim mesmo; vou mergulhar nos mistérios de algo novo que na verdade é eco presumidamente vivido e esperado. Talvez absolvição, quiçá apenas passo à frente, colocando um tijolo na parede e milhões de batidas no coração. Chegou minha vez, outra vez, já é quase sempre; sorriso de orelha a orelha no misto de querer a vez com a poesia em excelência e essência. É bom demais, é gratidão, é usufruto, é ‘usufarto’. Olhar por cima do muro é xarope de bom humor concentrado, em estado sólido, massageia a alma e retoca a alegria; é o presente que se auto desembrulha. No final das contas, quando acabar o espetáculo, as lonas forem recolhidas, o circo enfim desarmado…

Prosas loucas

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– Madrugada de 1° de maio de 2015 
(como onda só – assaz bela, mas só)

De quando em vez é melhor parar de pensar chatices. Na árvore da vida nunca se sabe qual galho segura o fruto, qual está podre e qual segura o fruto e se quebrará em podre. De qualquer maneira se deve adubar sem o adubo dúbio do mais fácil, trivial e raso.
O abajur aceso ilumina meu conhecido bloquinho. E as sombras feitas na parede dos objetos que se mexem pelo vento do ventilador desafiam minha imaginação. Taparam meus olhos para uma futura surpresa; desataram minhas mãos para as verdades do mundo. Os ouvidos voam atrás de boa música enquanto o corpo clama pela sobremesa. Agora não há mais tempo; não desisto nem do que já desisti. Pois vivo a remoer velhas charadas... Há tanta história dentro desse prólogo que eu poderia até parar por aqui. Mas vou além, o voo e as nuvens me aguardam nos vales querendo minha companhia. 
A língua está solta como nunca, a mente tinindo de alegria, e a sensação de nunca mais ir dormir s…