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Mostrando postagens de Maio 15, 2016

Sopro

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Sopro

Fica tão óbvio...
Mas por que não falar de amor?
Mesmo o ópio que entorpece,
Que se lembra; que se esquece...
Faz do momento um próprio vício
De eternidade.

Fica tão certo...
Quanto o martelo que acerta o prego 
Na construção da casa.
O extremo fogo que queima a casa
Na maldição do tempo que deixa as cinzas
Ao vento...

O ontem que já foi...
Correu ligeiro;
Como já foi o que o ontem alimentou...

Hoje resta a fome de hoje;
Fica tão hoje o desejo
De repetir o que passou.

Fica tão perto...
Na criança que desce o escorrega,
Calhando em segundos – sua alegria;
São elas, absurdamente elas...

E homens correm suas vidas
Essas – que não tiveram;
Correm, correm e correm.

Por fim brincam, choram,
Nunca alcançam...
E seguem bem-aventurados 
Na utopia.

André Anlub
(13/5/16)

Há 130 anos morria Emily Dickinson.

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Há 130 anos, no dia 15 de maio de 1886, morria a poeta norte-americana Emily Dickinson.

Estava flertando com a Bahia, E comigo, comedida, sempre a poesia, Num leve livro de Emily Dickinson e no vai e vem do mar que assistia.
Madrugada de 27 de abril de 2015 (com uma enorme saudade do amanhã)
Sempre me flagro longe, pensando na minha velhice, na minha careca reluzente e no meu coração ainda batendo e amando, pescando em águas calmas e fartas de peixes e inspirações; é recorrente. Penso no meu futuro barco simples, azul turquesa, nas águas de uma cidade do nordeste. Um barco com aquela tradição de um nome feminino escrito em letras simples e sóbrias nas laterais da embarcação... Há um tempo eu colocaria alguma pintora que gosto, que simbolizou algo em mim: Tarsila ou Djanira ou Haydéa ou Malfati ou Lia Mittarakis... Mas hoje em dia mudei e o mais provável é que seja algum nome de uma das escritoras que também me marcaram, nas leituras e/ou nas respectivas histórias: Emily Dickinson ou Sylvia …