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Mostrando postagens de Maio 18, 2016

A cada passo um ar mais puro

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A cada passo um ar mais puro (1/6/13)
Ela voltou, trouxe algumas flores silvestres, Vamos agora, juntos, pela nossa rua do apego. A calçada é larga e o sol que fulge sempre, Há cães que não ladram e gatos nos telhados. De longe, bem ao longe, alguém clama companhia. Lá, onde habita o delírio, tudo existe... E ainda insistem até mesmo em chamar de “amores” As variedades de corações em combustão. Mesmo com a enorme falta de enzimas e excesso de buzinas, Reinam os notórios e imortais motores... Nem mesmo as dores conseguem atenção. É lá, toda a inquietude e desassossego, Estão vendo mal de perto como funciona o medo, E estão cansados, mostram-se exaustos. Mas nossa estrada é larga, como já foi dito, Há espaço e apreço para tudo e todos, As intolerâncias não crescem no infinito, Quaisquer que sejam e venham à tona.

Prosas loucas

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Desafio é quando você se enturma consigo mesmo (Madrugada de 18 de Maio de 2015)
“Eta mermão”! É brincadeira, é zoeira, dá medo das notícias na tevê, todas terríveis; tanto crime – morte – roubo. As luzes vermelhas piscam o tempo todo em todos os lados; há sombras assombrando os escombros nos ombros dos Diabos; há o medo de faltar dinheiro, medo do desapego, do desemprego, do pé no prego e de arrebentar o tendão; há o temor de não sentir mais dor, não guardar o segredo, quebrar o elo, o gelo e o dedo, carregar a sina ao descobrir no espelho que você é um psicopata homicida. Mas isso é tão normal... É loucura mesmo, ou o mundo está mais normal e eu que enlouqueci de vez? Pois até sei que de vez em quando dou uma de maluco para me sentir mais em casa. Mas vamos à história: Hoje pela manhã derrubei seis abacates do pé daqui de casa antes que caíssem na cabeça dos cachorros. Os coloquei em uma sacola de mercado, dessas sacolas comuns biodegradáveis, bem fracas mesmo; e mesmo sabendo que hoj…

É o lodo na ladainha do saber viver

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É o lodo na ladainha do saber viver (André Anlub - 5/8/13)
Farei uma enorme promessa, Dessas difíceis de acontecer: Subo escada de joelhos, Levo uma pesada cruz até o outeiro, Deixo de fato a bebida e o cachimbo, Mudo-me no ato para o limbo E fico o tempo que merecer.
Tudo que é novo de certa forma vai assustar. Já foi construído o castelo E agora recebe uma bela pintura. Foi escolhido aquele azul clarinho, Quase turquesa,  Que é gêmeo da beleza, Da azuleja do seu olhar.
Fim de papo, na papada cansada Dessa ladainha. Vou cair na real, pois agora é hora de festa. Colocarei a torta de amora na mesa E aquele café fresquinho. Pegue o bongô, afine o cavaquinho E tocaremos aquela preferida do meu avô.
O amanhã será sempre improvável Se eu não sentir seu cheiro. Irei me sentir o ébrio de beira de estrada Com os faróis ofuscando a visão.
Várias vezes fui bem abusado E mal avisado fiquei visado. Já sou conhecido por ter nascido No lado errado na hora em vão.
Sempre comecei pelo modo mais fácil, Afinando os chifres nas cabeça…