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Mostrando postagens de Maio 19, 2016

Peitando a ignorância

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Peitando a ignorância (André Anlub - 11/9/12)
Vamos peitar a santa ignorância, Fazendo aliança com o santo Aurélio, Criando rimas com enorme concordância, Limpas, como um céu de brigadeiro.
Vamos debochar dos garranchos, Inflar os podres egos, até estourarem.
Vamos rir da concupiscência de belas atrizes Que encenam as loucuras em solos sagrados.
Não vamos duvidar de todos os enamorados E os sorrisos congelados, devemos enumerar.
Para (vamos) quebrar o gelo a foice do entusiasmo: - Dizer que é escárnio quando chegar o final.
Vamos levar a sério o que é dispensável, Pois o essencial, atualmente, é radioativo. No meio dessa guerra fria, assumir ser indolente, Pois se o mundo está doente, não é por mal.

ótima tarde

Poesias querem ser livres e voar; não fazem questão de egos e glórias! Senão seriam como belos pássaros em gaiolas!

Não devemos deixar ferver a cobiça, para não queimarmos a cabeça, grelhando os neurônios e temperando a soberba. Na bondade existe a candura, a face do nosso verdadeiro “eu”. 
E tão logo se alcança o apogeu quando estendidas nossas mãos tratando todos como irmão, nivelando à mesma altura e sem julgamentos em vão.

Se sou retrógrado? - Digo que sou como uma velha locomotiva a vapor, mas que gosta de uma sauna seca; tenho no eucalipto o odor e no suor minha seiva.

Fita uma rota, faz uma bola: 
(amassa, arremete, amarrota.) 
Na lixeira dos olhos no mundo, vendo tudo e uma suntuosa esmola que pelos dedos escorre.

Nunca temas as vozes: 
(algozes – atrozes) travestidas de pouco caso...
Não é um rei deposto, ainda tem um reinado,
E coroado de alento, tem a(s) rainha(s) de gosto.

Cordão umbilical

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As gaiolas se abriram, voam os pássaros rumo à vida. Falham as bombas, e pombas de branco se pintam. O mundo esquece seu eixo, gira em toda direção, E pira sem nenhum desleixo, sem a menor ambição.
A lua olha por todos os lados, chora por quaisquer dores, Explica a atual loucura de não mais existir o pecado, E nascer cada vez mais pecadores.
Cordão umbilical (André Anlub - 30/5/13)
Sinto-me próspero quando não sou tapeado E a inspiração, por fim, deixa minha mente. Ela não é indigente, tampouco empregada, É minha filha e amada, Meu sentimento mapeado Que foge do meu masculino ventre.
Mas a mesma não quer viver de vaia Ou aplauso desacerbado. Não quer ficar arquivada Em uma gaveta empoeirada Ou no raio que o parta.
Ela quer ser mais um elo da corrente Ir longe, logo e ir pra frente, Criar um leal - legal - legado, Ser um dos 300 de Esparta.
Ela quer viver pequena ou colossal, Onde habita a multidão e a solidão. Ir ao limite que estica a emoção E o meu cordão umbilical.