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Mostrando postagens de Maio 20, 2016

Anéis de ouro branco

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Anéis de ouro branco (27/7/13) Teus anéis de ouro branco, brilham como os dourados; são de dureza feito ferro, redondos como o globo. Anéis como tu és: valiosos e únicos, carregados com gosto, mas que ostentam a penúria de serem vistos e terem utilidade. Tu viajas onde divagas, e devagar reages. Vives na teia de aranha que abraça o todo: o mundo, as pessoas e os desejos. Na elegância que tens, encontras versos na ponta do lápis... e todos tem dito: como é bom ler-te, cada letra, cada frase e cada verso... A união das palavras em coito vivo. Está aí, para quem quiser ver: a paz e o amor! Saem do coração e derramam em delírio, em choro e grito.

Árvore de Josué

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Árvore de Josué
(André Anlub - 18/10/12)

Isolado no deserto, na sombra da grande árvore de Josué,
Escrevo alguns singelos rabiscos líricos...
Com o pensamento em nossa casa, lá, distante,
Em nossos cães correndo, deselegantes...
Vindo de encontro a você.

Por um instante a alma estacionada aqui se eleva
- Não há treva nem angústia.
Sinto meu corpo a acompanhar
Por dentro de memórias - sublimes histórias.

Sentindo o belo em todos e em tudo,
Caminhando na chuva por cima de um arco-íris sem cor,
Surdo para qualquer som absurdo...
Um banho de chuva e de glória.

Estou no alto e vejo-me pequenino sentado,
Estendo as mãos e solto um dilúvio de letras,
Estas se unem formando versos - eles se casam como uma bola de neve...
Banham meu corpo deixando-me ainda mais extasiado.

São dois de mim que se completam,
Ilustrei para expor como me sinto;
O porre de absinto de inspiração
Fez banho de chuva no verão.

Extra, extra!

A “metraca”, a insatisfação e a fome gritam... Ao ver teu choro da fumaça danada, senti-me com uma facada, uma dor aguda nos ossos, na alma e no peito; nos olhos as pupilas dilatam, e na lata o vermelhidão do sem jeito... Pela carência do ar da armada e a dúbia imposição do respeito.
Extra, extra! (10/5/13)
É pedir muito que o pôr do sol dure um pouco mais E que se exponham os rostos rubros e os sorrisos nobres?
Num tempo raso, que se faça um brilho nas gotas dos prantos, Enquanto descem pelo canto do rosto, até a boca, Com gosto salgado de solidão.
Já conhecemos essa rotina, decoramos o roteiro. Somos atores e diretores dessa trama, Sem ou com paixão correspondida e final feliz, Ao som, ou não, do mais belo fundo musical.
Queremos somente que nunca deixe de acontecer Pois amamos esse fardo. É aquela corrida contra nós mesmos, Revelando nosso íntimo nas primeiras páginas dos jornais da vida.
Extra, extra!
Somos como cães vagabundos Cambaleando pelas alamedas de sonhos, Atrás de mais um prato de comida, D…

MALCOLM X, 91 ANOS

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Não fosse seu brutal assassinato em 1965, Malcolm X completaria hoje seus 91 anos.

"A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem, que pode fazer um criminoso se passar por vítima e a vítima se passar por criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais vão acabar te fazendo odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e adorar as pessoas que estão levando a cabo a opressão".

Proferido no dia 13 de dezembro de 1964, o trecho em destaque é de um dos últimos discursos de Malcolm X, àquela altura já Malik Shabazz, no Audubon Ballroom do Harlem – mesmo salão em que seria brutalmente assassinado poucos meses depois.