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Mostrando postagens de Maio 21, 2016

#DiaMundialDaDiversidade

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A arte e o tempo se vão – vontades e desenhos de pele ficam.  (Manhã de 7 de junho de 2015)
Trouxeram-me os Anjos alguns rabiscos nessa madrugada. Eram folhas sem nada, em branco, mas tudo ali continham. Foi o mundo ao avesso no desapresso das pressas. O pensamento ligeiro deixava nas nuvens rastros de onde nunca passou enquanto o mar, meu amigo, me aguardava em uma próxima e breve visita. Os olhos fechados em sonhos iam aquém e além do tempo presente; pude ver tão claramente um fato nunca consumado. Por onde estaria um quadro chamado “chupa cabra” que pintei e presenteei uma amiga? Onde estaria essa amiga? Pois é. As flores belas nos cantos da sala, as velas queimando e perdendo seu corpo; as flores ainda com cheiro delicioso e as velas ainda tinham muito a queimar. Um poço de água doce e limpa em formato de lembrança... Uma água nunca bebida e uma sede que sempre houve. Vejo agora elegantes elefantes com seus passos gigantes, pesados e lentos... Em um santuário que faz qualquer santo …

Ótimo sábado meus caros amigos

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Falaste que a inspiração
Havia encontrado o fim,
Perdendo o ritmo, sem voz no coro.
Os anjos não voavam nos sonhos,
E loucos, sem as flechas, em vestes brancas,
Riam das caretas das carrancas.

Anti-herói filósofo (2/1/13) Não me acostumo a recear paixões, em qualquer esfera. Já com meus quarenta e poucos anos, afortunado, burro de carga nos caminhos da vida, em estradas esburacadas, dias nublados, na fome na sede na imaginação. Será que sou anti-herói filósofo? - Que tem a cabeça dura de pedra, de frágil esteatito; que tem perigosa peçonha e usa para criar o antídoto; que tem o coração guardado a sete ou oito chaves... mas deu cópia aos amigos. A meu ver o amor foi descoberto na era Cenozoica, período Quaternário. Perdidos, os corações de artistas, traçados rupestres, ecos de pesares nas paredes das cavernas e eternizado nas mentes apaixonadas.

Hora do recreio

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Hora do recreio (21/9/13)
Quem será o guardião desse coração: Tão intenso, raro e quente.
Nesse vai e vem do povo a cólera passa rente...
Tentando roubar o puro,  Esconder o tesouro,  Cavando um túmulo E matando os loucos.
Tudo se transforma na fala Da saliva da ponta da língua. Na palma da mão que entorna a raiva, Perdendo-se no céu anfitrião.
Sendo o alicerce mais forte, Fez-se o castelo - nasce o coveiro... Que rompe vis elos, Enterra as contendas. Encarcera o faqueiro que insiste no corte.
A verdade mostra para que veio E o ópio evapora na veia. Surge a sorte pisando na morte, Tornando o instante um instante perfeito.
O som é mais ameno, No feliz badalar dos sinos Para a hora do recreio.