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Mostrando postagens de Junho 2, 2016

E vai vendo...

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Ode ao Louco varrendo (28/6/12)

Sente na carne o estrago que a trincheira do corpo deixa passar; flecha que não era bem-quista – disritmia foi-se a bailar. Casco inquebrável, por vezes tentado a traições. Entre o espírito luzidio e a aura, há um fulgor de Foucault mais forte; persevera a bondade do antes e do agora – ser altruísta de cumplicidade afortunada e contínua. Mostra com clareza, destreza e simploriamente os “nortes”. A altivez tem tratamento (seja por vezes até o suicídio), segurando forte em uma mão a vida moribunda e na outra mão a morte (acalento que soa sem perigo). Suspenso pelo pescoço, com as canelas ao vento, no abismo vê-se de culpa isento (dor e remorso). Dimanem sacrifícios? – Não, chega de ignorância! É um louco varrendo...

II
Caminhamos como poetas novos, largando a soberba, o estorvo, no fluxo de um novo povo e nosso suor que não amarga. O alvo é claramente certo, de peito escancaradamente aberto, o coração de um bardo onde o esquecimento é adaga.

III
Um pesadelo mu…

O ser notívago

Essa metafórica escuridão
Saiu do incoerente ostracismo,
Viu a luz do dia e subiu
Até a nuvem mais supina;
Fez vigília
Até que do nada resolveu
Tornar-se arco-íris.

O ser notívago
(André Anlub - 22/8/11)

Avenidas vazias,
Mãos e contramãos de molambos.

Pelos mausoléus de fantasmas,
Passam colecionadores de isqueiros inúteis:
- catando lixos e latas e vidas ocas.

Sem pressa, arrastando corrente,
Levando seu corpo moribundo.
Andam se esquivando de nada
E balançando ao vento.

Ao som de motores noturnos
E a luz dos postes e faróis
Que muitas vezes os remetem
À uma vida de festas...

De uma existência regada a drogas
Que foram trocadas por alento e sexo.

Expectativas são contratempos de eras
E momentos que não passam.

Das bocas as mais puras conjecturas,
Dos olhos as bulas de remédios de leituras.

Desenfeitam qualquer paisagem
Enfeiam o que de pior que há.

Na fantasia de um deles:
- um pássaro de bela penugem.

O canto:
- variação de tenor e gênero lírico e sublime delírio.

Com o toque de um panorama
O inverno senta na primeir…