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Mostrando postagens de Junho 4, 2016

3 Contos da Luz e o Diamante

Por André Anlub e Rogério Camargo

CXXIII
As manhãs presas no bucólico doentio, arrepiador nu-blado infindável e sombrio. Há dias assim! O sol às vezes surge à tarde e não apraz para meu majestoso sorriso.
As manhãs ficam presas no que poderiam ser, lá longe, como a névoa que engoliu a caravela.
Dói à saudade dela – a poesia e ela –, a vida e ela. Dói a liberdade de estar sozinho, de fazer o que quiser, sem cárceres e ninhos.
Caminhos ébrios de vinhos ruins. Tonteira. E tropeços. Cair, chorar a queda – que arremeda a vida – e tentar de novo.
A cobra comendo o rabo não pode pôr o ovo; então sol-ta-se o calor e salta-se o frio, absorve o pavor aquecendo o café frio.
Minha vida é um amanhã agora. Desencapo a harpa que não sei tocar, ponho os dedos na harpa que não sei tocar e toco.
Troco umas notas – ré por mi. Ando de ré, mas para a direção sensata para mim.
O som me embala e cala a voz atroz do “tudo por nós , nada por eles” – sendo que eles são os todos outros que também sou eu.
O bem me fala e …

Ótima noite

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"Muhammad Ali: Flutue como uma borboleta, pique como uma abelha - 4 de junho de 2016 - Ontem, aos 74 anos nos deixou Muhammad Ali. Mais que um grande atleta, um grande boxeador, ele foi um ativista do combate ao racismo.

Morre um líder que fez de toda sua vida uma luta contra o racismo, contra as injustiças sociais." Fonte: Revista Forum

Coruja divina

É gente simples na vida
E complexo no si próprio!

Está aí o andarilho solene
Que faz de outros momentos
As paixões e excitações.
Deixando o vil preconceito
Que persevera em ser perene.

Dia de sol ardente que valha
A muralha que por baixo é gigante...
Não protege seu corpo franzino,
Num palco de versos ululantes
De bons bordões qual malária.

Afiando a ponta da língua, anabolizada ao som de sereias
Poemas escritos em areias, e músicas e rosas e tintas.

Vê-se a razão que não mingua
Fala-se em matrimônios – mistérios
Infindos sem afins nem começos
(assim dá-se o nome de vida)

E lá se foi solene andarilho
Buscando a grandeza que ensina,
Fazendo da vivenci…

Nua em pelo, no pulo e num palco

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Nua em pelo, no pulo e num palco  (André Anlub - 28/11/13)
Nadando no gélido lago foi encontrada (Feliz e pelada) com os pelos arrepiados, seus belos cabelos negros cacheados, e como seria imaginável... Cantarolando aquela lacônica balada: “...you can’t always get what you want...” - olhos esbugalhados, olhar simplório... perfil de romântica rebelde com a sensação de estar nada errado. - Seria assim que eu a descreveria! E é assim que ela é! Entre os dias que se passaram em sua vida, estão de um lado algumas horas que se petrificaram na sensação de não seguir um vil modelo. Na outra ponta da história (não menos importante). Fica o momento: replay - déjà vu - oposto de um pesadelo. Quase sem querer, de repente por estar mais magra, a aliança caiu no ralo. (num estalo a lágrima sem jeito a seguiu).