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Mostrando postagens de Junho 7, 2016

Vai, que pega no tranco!

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Manhã de 27 de outubro de 2015
Em tempo, vão-se os papéis, drivers, pen drivers, nuvens e véus... mas ficam os enredos.

Da minha boca sai dublagem, mesmo calada é dublagem; sai dublagem feito fuligem da minha seca boca. Inerte, costurada, sonífera, boca que sai poesia e fala às avessas, aos maltrapilhos e aos ‘becados’ de fraque e relógios de ouro. Línguas estranhas, saídas frenéticas, a ansiedade torna o indivíduo impaciente e até mesmo antissocial e egoísta; há de se não ter vergonha de assumir o problema, buscar tratamento e assim melhorar o convívio com o próximo. Mas a língua continuará por lá, em ‘stand by’ aguardando o tiro de largada. Os lenços estão limpos, novamente brancos, com nossas iniciais bem no cantinho. Comi uvas, cenoura crua e picada, atum delata e pepinos frescos, milhos, tomates cerejas... sujei meu divino divã imaginário... mas já limpei; contei meus segredos segregados... mas já espanei; já suguei todo sangue dos malvados... mas ainda não regurgitei. Palavras já …

#MeuAmigoSecreto

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Livro ‪#‎MeuAmigoSecreto‬ do Coletivo 'Não Me Kahlo' (Prefácio de Djamila Ribeiro).



Amar é uma arte, mas o correto é tender mais para a poesia do que para o teatro.
Aqui dentro (André Anlub® - inspirado no escrito “lá fora” de Ana Cristina Cesar)
Há um amor que trabalha arduamente por tudo e todos por dias e anos e até no sem fim. Existe o rugido  de uma fera risonha que toca e cura,  enxerga e expurga a semente obscura. Há a melancolia  de cartas queimadas amores deixados  em tempos partidos. Há foto no porta-retrato sempre alterada do preto e branco ao colorido sem brilho. O ontem no calendário transtornado e aflito por fazerem dele um amanhã vazio. Há boatos de sorrisos também falos umbigos de mentes mecânicas e corpos esguios. Na uva, na ameixa, na seda na beleza completa da mão que acaricia um rosto pelas manhãs. Sem esquecer-se do elemento Esticando as curvas em linha reta de traço rompendo dimensões no ingênuo abraço. Tem limão e tem dente de alho e o pagão reservou seu lugar para o paladar em sacrifício. Agor…

Cristais no breu total

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O verde vivente evidente Nunca está de 'saideira', Faz nuance nos raios dourados do sol, Que surgem e somem ao bailar das folhas E no cair das sementes da jabuticabeira.
Os motores aos ouvidos em dores; Os odores do carbono a calhar; O cruzar de mil pernas; As janelas com visão limitada A fumaça, o fantasma, o aforismo, a falência E a empreitada de ser e estar.
O Dono (do livro “Poeteideser”) (André Anlub - 16/5/10)
Pulando de nuvem em nuvem, Jogando bola com o sol; Pintei o arco Iris de preto E mostrei a língua pro furacão.
Usando um vulcão de privada, Canal do Panamá de piscina, Posso estar em qualquer estrada, Posso dobrar qualquer esquina.
Eu uso a Itália de bota, Bebo a Via Láctea no café; Sou Deus que troca Vênus pela Lua E depois me escondo onde quiser.
Tudo posso e faço Tudo com minha criação Poeta da tinta e do espaço Sou dono da imaginação.
Buscando plenitude e paz no dia a dia, Nas águas límpidas do saber viver, Achando sempre muito mais, É assim que tem que ser.
Choro por muitas vezes sem motivo, P…