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Mostrando postagens de Junho 14, 2016

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"A verdade sobre Elizabeth Bishop
Volume único reúne toda a prosa da poeta norte-americana: textos autobiográficos, crítica literária e correspondência

Elizabeth Bishop pertence ao grupo dos excelentes poetas comedidos: publicou apenas 101 poemas –divididos em três livros— em seus 68 anos de vida (1911-1979). No entanto, apesar dessa escassez editorial, angariou uma reputação sólida na poesia norte-americana do século XX, que perdura até os dias de hoje. Uma das coisas que mais emocionam à leitura de sua prosa, agora publicada, é a percepção de sua sincera modéstia em relação aos seus méritos e até mesmo o ataque que promove contra qualquer tipo de vaidade desenfreada ou afetação desmedida, tão presentes naqueles que se consideram poetas. Há uma espécie de ética que envolve todas as pessoas, sejam poetas ou não, e nela residem os comportamentos virtuosos aos quais se deve realmente ater, pois, como dizia G. M. Hopkins, que ela tanto admirava, “ser poeta não é o máximo dos máximos”.…

Turbilhão do viver

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Turbilhão do viver
(24/2/14)

Tudo é paixão na terra de Alice,
E quer um palpite?
- a mesmice rasteja no chão.

Tal qual chão quente e infrutífero,
Faz a vida um sonífero
E forra de interrogação.

Que chapeleiro ou não
Tornar-se-ia importante
E levantaria num instante
O punho cerrado em ação?

É, é bem mais fácil o “aceite”,
Que sempre em quatro paredes,
Pendura quadros de enfeite
E convida pra comunhão.

Não, nem tudo é poema!
Seja lá qual for o terreno,
(branco, mulato ou moreno)
A vara enverga com o vento
E se quebra num turbilhão.