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Mostrando postagens de Junho 16, 2016

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Não terão as ariadas panelas,  Camisas engomadas - verde-amarelas; Não terá um telão na praia,  Tampouco xingamento ou vaia; É indignação seletiva - aparente - impulsiva É patê de sardinha, é mortadela, é coxinha Pro pseudo-rico sobrou outra vez uma sova Caviar que é bom mesmo, uma ova. Sabemos de cor e antemão, e corrói o coração Gente que quer no umbigo,  - “inimigo de inimigo é amigo” –  Um bandido de estimação.
Andrée Anlub

Asas de anjo ou dragão

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Asas de anjo ou dragão        
(André Anlub - 3/7/14)

Vejam só os dois olhinhos, sinceros, impávidos, carregando a expressão das brasas dos entusiasmos. O mundo deles também anda agitado, e ainda mais quando estão juntos; são avejões diversos... no advérbio adjunto do anseio, disponível no plasmático vulcânico... fundiram os neurônios e os versos. Não há relógio no “slow motion”, tampouco o reviver das simples coisas. A caneta dança na folha branca, o sentimento canta a canção que voa... os dois olhinhos são escravos do tempo e o tempo não vive a mercê da porta aberta; não cumpre a cumplicidade que se torna seguro, simplesmente existe e o quase é quase eterno. Asas batendo, colorido das penas, bico bem largo e garras como dentes; com moderação se barganha com a vida, contínua rotina de distrair pensamentos e tapear os momentos e as ideias baldias. Criou-se o hábito saboroso e salutar, começou a lutar com as armas evidentes. Vê a novidade de coisas iguais que nunca foram feitas, reinvent…