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Mostrando postagens de Julho 4, 2016

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Excelente terça

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Puro Osso – Qu'est-ce que c'est? - (22/9/14) - Estou titubeante, são tantas eufóricas letras voando; acho que vou me retirar. Já sai na mão com minhas ideias – quase sempre nocauteado; o máximo que abiscoitei foi o empate. É um inocente empata foda – é poda de poeta com pé de empata. Estou anacrônico, vivendo uma semana em outro tempo... Já se foram dez rabiscos, todos deveriam ter sido feitos há vinte cinco anos. Vivo essa semana em outro Eu... (mas com as contas pagas - (diga-se de passagem)). Apontaram-me torto o dedo naquela esquina oblíqua, não vou comprar briga, mas vi má intenção naquele ato; depois uma cochichou algo no orelhão da Oi da outra; orelha enorme e vermelha, o brinco parecia um bambolê. Fez cara feia, tipo:  "pisei na bosta, quem quer ver?”. Estou incólume: - Faz certo charme. As ruas daqui do meu bairro remetem-me às épocas dos becos, ruelas e travessas do Rio de Janeiro: - Faz certo charme². A lembrança surge como uma bruma, densa, e lá no alto o Big …

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Sicrano Barbosa
(14/5/14)

Chegou o tempo das convicções positivas, de amores desatados por mãos limpas lavadas com o suor da procura. Eis mais um desafio no meio do povo 
“de andar semelhante”: barba bem feita, o sapato novo e alma nada desnuda. Eis o semblante guerreiro, os filhos na escola e hora na labuta:
- comida na mesa e nove talheres para apenas duas mãos. Chegou o tempo de desprender-se do básico e não se sentir um traste por nada ter de praxe. Fugindo da história: Foi convicto à feira no domingo
E comprou seu peixe... Subiu no velho caixote e disse a todos os ouvintes: é bendito e bem-vindo o tal de Benvindo Nogueira... Deputado do povo (eleito por ser um homem com o olhar voltado aos oprimidos). Voltando à história: No arraste das horas a barba crescendo e o sapato mais velho, vê-se esotérico ao som erudito de um novo critério; Agora homem simples, Sicrano da vida em um mundo baldio. A vida estava por um fio, mas as nuvens se foram e tempestades sumiram (o chão é o limite). O te…

Fulano da Silva

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Fulano da Silva (3/2/14)

Deu um gole no chá verde gelado
E ao descansar a xícara, sorriu.

Viu-se num lago novamente o guri
Que um dia brincou com seus sonhos alados.

Congelando o momento foi trajando o futuro,
Luz no fim do túnel do incerto predestinado.

No amanhã um apogeu deveras absurdo,
É a essência madura que utopicamente nasceu.

Viu-se feliz com o viver protegido
Viu-se ungido com o suor de mil anjos.

Na boca pequena um grandioso sorriso,
E os ouvidos docemente arranhando,
Violinos de Vivaldi em arranjos.

Faz-se adulto, pecante e andarilho,
Com rugas no rosto e prantos arquivados.

É trem de carga que não carece de trilhos;
Abandonou seu abrigo, sem culpas e mágoas. 

E por falar em trem: 
(1) Mães tiveram filhos 
mas os filhos que não tens
mantiveram os trens nos trilhos.
(2) Quem fala bem passa de jato ou de trem
Quem fala mal pega a cadeira e o jornal.
(3) Não esteja à venda ao Sistema,
não aceite ser trem e voe.


O trem, a vida, outrem

Vi os trens de Norfolk; mas foi num sonho.
Vi um céu igual ao dos Simp…