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Mostrando postagens de Julho 5, 2016

No teatro da vida

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No teatro da vida
(André Anlub - 4/4/13)

Um brinde à paixão aventureira,
Abrindo o melhor champanhe,
Se banhe na fonte da juventude
E faça dessa quietude a voz guerreira.


Mais ameno, segue firme, segue o tempo,
E ao vento, dissiparam-se as nuvens.
Bem ao longe, as colinas, ornamentos
E o verde, um alento, é perfume.


A natureza é o presente de união
Da unção do momento com o desejo,
Que o beijo assina embaixo, dá o laço,
Encare o passo, pois o tempo é contramão.


Amanheceu e a paixão já fez a cama,
Tomou café, leu jornal e foi-se embora;
Em outra hora, de repente, talvez volte
Pois no agora, fecha a cena, encerra o drama.

Cantar do futuro

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Cantar do futuro

Na trilha do som e do cheiro,
Entre outros planejes,
Já havia o longo tempo de um asilo;
E saiu, enfrentou, 
Nisso e naquilo,
Foi certeiro.

Conhecia um pouco de tudo,
E de todos a prudência do cantarolar,
Mas de cor, tão-somente, do sábio sabiá.

O verde vivente evidente,
Fez nuance nos raios dourados do sol,
Que surgiam e sumiam
Ao bailar de folhas,
No cair de sementes,
Da jabuticabeira.

E a comunhão com a quietude,
Ao chegar o negrume,
O que estaria por vir?

E os motores aos ouvidos em dores;
Os odores do carbono a calhar;
O cruzar de mil pernas;
As janelas com visão limitada;
E a empreitada de ser e estar.

André anlub®
(28/9/13)