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Mostrando postagens de Julho 11, 2016

É mentira!

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É mentira

Ouço aquele antigo e famoso soneto; 
Aquele soneto penoso, faceiro e genioso.
Criou um rolo que rola pela rua ao desígnio;
Sopro do delicado açúcar que soa e sara como seiva na sua nuca.

Vou fingir ressentimento, pirar e respirar o mais fundo possível...
Vem passando o caminhão do fumacê.
Faça como fiz: coloque seus espertos óculos espelhados
E vire um servo que serve de espelho aos cabelos despenteados dos amigos.

Lá vem ele de novo!
- enganou-se o bobo na casca do ovo.

Teve tal sujeito sem jeito para quase nada,
Mas que fez cabana na colina.
Colhia taioba e fazia um refogado supimpa.
Tal homem babava – bebia sidra e dormia cedo, sonhava muito e muito sorria...
Era gente boa, boa bica, de boa índole – dependente de sol e insulina.

Lá vai ele de novo!
- é mentira!

André anlub
(23/3/15)

A Perda da Fé

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A Perda da Fé (André Anlub - 21/1/11)
A visão mais turva, suja, Deixa que eu mesmo piso na uva.
Sei que irá curar o desalento, Muito mais fácil deixar cair dos olhos uma chuva.
Cansei de levantar para o céu as mãos, Engasgo com o medo, ébrio e hipocondria.
Supre a dor com o Comprimento de um comprimido* comprido... Levanta e não cai de joelhos ao chão.
Dizem que um Deus te ama! O resto do mundo não.
Todos os elos dessa corrente, Foram tomados pela ferrugem.
Águas só me molham, aos outros ungem, Palavras incertas e ditos incoerentes.
Com os nossos cabelos ao vento Que acabam levando a vida, Uma partida fez-se momento, Para um lugar bom será sempre bem-vinda.
Como sabemos dos nossos erros E como fingimos indiferença.
Como negamos todos os zelos E como sofremos com nossas crenças.
Dedão nas orelhas, Mãos espalmadas E línguas a mostra...
Armado o circo, chamamos os santos.
Com olhos cegos soltem seus prantos...
Eu perdi a fé, quero uma forra.
*Lembrando dos amigos  da antiga banda Som Tomé