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Mostrando postagens de Agosto 2, 2016

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Flor de lis, de lírio e lírico

Chegando do silêncio veio como tempestade
E mordia suas ideias
Tirava os laços dos futuros presentes
Mostrava o onipresente
Que ao botar pra fora os dentes
Provava não ser um Oni, enfim:

Nomeada como imperatriz de amores
Que ganha de súbito
Sua coroa, trono e sonho
Se aproximando do súdito
Com suas suntuosas flores.

Ouço você falar em público:
- o que seria mais certo - onde estaria o erro - qual a importância disso

A resposta vem com o ar fecundo 
Quebrando o coeso silencio
Queimando mil brancos lenços
Prevendo o fim dos futuros lamentos.

A resposta bateu de frente
Com seu cheiro de alfazema
Com seu humor de hiena
E interpretação eloquente.

Na tela do cinema da esquina
Já se viu esse filme antigo
De um multicor lírico
Com tons de pura boemia.

Sim, é poesia!
Faz crescer as flores
E nasce nas flores crescidas.

André Anlub
(6/1/13)

Olheiros

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Olheiros

Em zigue-zague, cá e lá, tantos olhos nus,
Aguardando a ponta do sol,
Que vai nascer num mote distante
De um lugar nenhum.
Não importa!

Como sossegos que assustam morcegos
Escondidos em cavernas, companheiros dos sentimentos tímidos;

Alma cálida daquela paixão nada passageira,
Derramando na veia, demudando o que corre no corpo
Da sola do pé ao topo
Vinho tinto – vinho do Porto...
Saboreia.

Seu lugar à mesa não está vazio,
É seu disponível - é seu abrigo
Inimigo e amigo do seu espírito
Em plena consciência da compaixão...
Humildade.

Venha fartar-se tão breve
Nessa mesa ou naquela
Na panela de quem se atreve.

Venha sentar-se tão logo
Nesse ou naquele colo
Ou no solo frio do chão.

As torradas estão prontas, saltam da torradeira,
Na hora exata de derreter a manteiga;
O aroma intenso do inexperiente mel
Espalha-se pela mesa
Junto com as tintas de um novo artista
Que os olheiros cobiçam.

André Anlub®
(2/4/14)